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Hoje é Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2026.
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (10), a 2ª fase da Operação Ajura, com foco no desmonte do núcleo financeiro de uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas e à lavagem de capitais. Foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva, quatro de busca e apreensão e determinado o bloqueio de bens e valores que ultrapassam R$ 360 milhões.
As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara da Justiça Criminal Estadual de Dourados, com diligências realizadas em Ponta Porã (MS) e nas cidades de Ribeirão Preto e Jardinópolis (SP).
Em entrevista ao Dourados News, o delegado da Polícia Federal em Dourados, Luiz Henrique Corrêa da Silva, explicou que esta fase é desdobramento das operações Akã, iniciadas a partir de apreensões de quase uma tonelada de cocaína em 2022 e 2023, transportada em veículos de carga de carne e óleo.
Segundo ele, após as prisões e condenações — que somam 125 anos de pena — as investigações avançaram para o rastreamento do dinheiro que financiava a estrutura criminosa.
A primeira fase da Operação Ajura ocorreu em setembro de 2025. Com a análise do material apreendido, a PF chegou aos responsáveis pela logística financeira do grupo, resultando na nova etapa deflagrada nesta semana.
De acordo com o delegado, os investigados criavam empresas e contas bancárias de fachada, principalmente na região de Ribeirão Preto, para receber valores oriundos do tráfico. Os depósitos eram feitos de forma fragmentada, com recursos vindos do interior paulista e do Rio de Janeiro.
Um dos pontos que mais chamou atenção foi o uso de pequenos empresários no esquema. Pessoas com atividades comuns, como pintores, borracheiros e marceneiros, eram cooptadas para emprestar seus CNPJs e contas bancárias.
As contas movimentavam entre R$ 10 milhões e R$ 30 milhões em períodos de três a seis meses, até serem bloqueadas pelas instituições financeiras. Em seguida, o grupo passava a utilizar novos nomes para manter o fluxo de dinheiro.
Ao todo, 45 pessoas são investigadas na Operação Ajura 2. Destas, 14 estão presas — sendo 10 já condenadas por tráfico — e outras 31 seguem sob investigação.
A Polícia Federal também destacou o aumento das apreensões de cocaína na região de fronteira, atribuído ao alto valor agregado da droga e ao destino internacional da maior parte da carga apreendida. Com Informações: Dourados News.
