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Documento do FBI sugere que Trump tinha conhecimento de crimes de Jeffrey Epstein

Arquivos de 2019 indicam que o presidente relatou ter visto o bilionário na presença de adolescentes; Trump afirma que não sabia dos crimes.
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Jeffrey Epstein e Donald Trump mantinham relação próxima em 1997 (Foto: Getty Images via BBC) Por: Editorial | 11/02/2026 07:44

Uma entrevista revelada recentemente pelo FBI sugere que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tinha conhecimento sobre crimes cometidos pelo bilionário Jeffrey Epstein. O documento foi publicado pelo jornal Miami Herald e pela agência Reuters, e está entre mais de 3 milhões de páginas divulgadas pelo Departamento de Justiça em janeiro de 2026.

O arquivo contém o resumo de uma entrevista feita em 2019 com Michael Reiter, ex-chefe de polícia de Palm Beach, Flórida. Segundo Reiter, em junho de 2006, Trump ligou para ele mencionando Epstein, dizendo: “Ainda bem que você está impedindo isso, todos sabiam que ele tem feito isso”. Trump relatou ter estado próximo de Epstein na presença de adolescentes, mas que teria saído rapidamente do local.

O documento ainda afirma que Trump descreveu Ghislaine Maxwell, parceira de Epstein, como “malvada” e sugeriu que as autoridades focassem nela. Maxwell cumpre atualmente 20 anos de prisão por envolvimento no esquema de abuso sexual de menores.

O Departamento de Justiça afirmou não ter conhecimento de evidências que confirmem que Trump tenha entrado em contato com as autoridades há 20 anos. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, declarou que Trump foi “honesto e transparente” sobre o fim da relação com Epstein, afirmando que a ligação mencionada “pode ou não ter ocorrido em 2006”.

Trump manteve amizade com Epstein por anos, mas afirmou que se afastou antes da primeira prisão do bilionário e nega ter tido conhecimento dos crimes.

Além disso, arquivos do Departamento de Justiça revelam que Howard Lutnick, secretário do Comércio dos EUA, visitou a ilha privada de Epstein em 2012, contrariando declarações anteriores de que havia rompido toda relação com o financista. Lutnick afirmou aos senadores que os encontros foram raros e que não cometeu qualquer irregularidade.

As revelações provocaram pedidos de renúncia a Lutnick por membros de ambos os partidos, embora a Casa Branca tenha afirmado que Trump apoia plenamente o secretário. Com informações: g1




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