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Dieta mediterrânea pode reduzir risco de AVC, indica estudo com mais de 100 mil mulheres

Pesquisa publicada em "Neurology Open Access" mostra que alimentação rica em vegetais, frutas, peixes e gorduras saudáveis está associada a menor probabilidade de acidente vascular cerebral.
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Dieta mediterrânea frequentemente inclui peixes, muitos legumes e gorduras saudáveis, como o azeite (Foto: Freepik) Por: Editorial | 11/02/2026 07:29

Um estudo recente publicado na revista científica "Neurology Open Access", ligada à Academia Americana de Neurologia, indicou que seguir a dieta mediterrânea pode estar associado a um menor risco de todos os tipos de Acidente Vascular Cerebral (AVC).

A pesquisa acompanhou mais de 100 mil mulheres, com idade média de 53 anos no início do estudo, que não tinham histórico de AVC, por aproximadamente 21 anos. Os resultados mostraram que aquelas com maior adesão à dieta apresentaram 18% menos probabilidade de sofrer qualquer tipo de AVC, 16% menos risco de AVC isquêmico e 25% menos risco de AVC hemorrágico, em comparação ao grupo com menor adesão.

A dieta mediterrânea, tradicionalmente associada à longevidade e à alimentação saudável, inclui grande consumo de vegetais, frutas, leguminosas, peixes e gorduras consideradas boas, como o azeite de oliva, além de baixo consumo de carnes vermelhas e laticínios.

O AVC isquêmico, responsável por cerca de 85% dos casos, ocorre quando há obstrução de vasos sanguíneos que irrigam o cérebro e está relacionado à pressão alta e doenças cardíacas. O AVC hemorrágico, menos comum, acontece quando um vaso sanguíneo se rompe, provocando sangramento cerebral, sendo mais grave e com maior risco de sequelas e morte.

Os pesquisadores ajustaram a análise para fatores que também influenciam o risco de AVC, como tabagismo, atividade física e hipertensão. Sophia S. Wang, autora do estudo e pesquisadora do City of Hope Comprehensive Cancer Center, afirmou que os achados reforçam a importância de uma alimentação saudável na prevenção do AVC.

No Brasil, o AVC é uma das principais causas de morte. Em 2025, mais de 64 mil brasileiros morreram devido à condição, o que equivale a uma morte a cada seis minutos entre janeiro e outubro.

Estudos anteriores também indicam benefícios cardiovasculares da dieta mediterrânea. Em 2018, uma pesquisa com sete mil pessoas mostrou que a adesão a essa dieta estava associada a uma redução de 30% na mortalidade por problemas cardiovasculares.

Os autores ressaltam que, embora os resultados sejam animadores, novos estudos são necessários para confirmar as conclusões e compreender melhor os mecanismos que explicam a redução do risco de AVC associada à alimentação mediterrânea. Com informações: g1




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