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Exportações brasileiras de pulses crescem 30% em 2025 e alcançam US$ 448 milhões

Feijões secos lideram a pauta exportadora e respondem por mais de 98% do valor total enviado ao exterior, segundo dados do Mapa.
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Exportações brasileiras de pulses somaram US$ 448,1 milhões em 2025, com os feijões secos liderando a pauta exportadora (Foto: Divulgação/Mapa). Por: Editorial | 10/02/2026 15:09

As exportações brasileiras de pulses registraram crescimento de 30% em 2025 na comparação com o ano anterior, totalizando US$ 448,1 milhões. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no Dia Mundial das Pulses, celebrado em 10 de fevereiro, data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) para incentivar a produção e o consumo desse grupo de alimentos, que inclui feijões, ervilhas, lentilhas e grão-de-bico.

Segundo o levantamento, os feijões secos lideraram amplamente a pauta exportadora, representando mais de 98% do valor total comercializado no ano. Na sequência, apareceram as ervilhas preparadas ou conservadas, com US$ 3,9 milhões, e os feijões preparados ou conservados, que somaram US$ 859,9 mil.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou a importância nutricional e cultural das pulses, especialmente do feijão, presente diariamente na alimentação dos brasileiros. De acordo com ele, o Mapa atua para incentivar a produção por meio de políticas públicas e incentivos aos produtores rurais.

Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que, na safra 2025/26, o feijão segue como a principal pulse produzida no país, com estimativa superior a 3 milhões de toneladas. O volume representa crescimento de 0,5% em relação à safra anterior, apontando estabilidade com leve tendência de alta na produção nacional.

Para que os produtos vegetais sejam habilitados à exportação, os estabelecimentos envolvidos nas etapas de elaboração, beneficiamento, processamento, industrialização, fracionamento, armazenamento ou transporte devem cumprir os requisitos higiênico-sanitários previstos na Instrução Normativa nº 23/2020. Em casos de protocolos específicos, o Mapa também fiscaliza o cumprimento das exigências sanitárias do país de destino.

Outro requisito fundamental é a emissão do Certificado Sanitário Internacional de Produtos de Origem Vegetal (CSIV), que atesta o atendimento às normas sanitárias exigidas pelos países ou blocos importadores. A Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA/Mapa) é responsável por acompanhar e promover ações de fiscalização, inspeção higiênico-sanitária e tecnológica dos produtos destinados à exportação.

Além disso, a SDA realiza fiscalizações em estabelecimentos comerciais e unidades de beneficiamento e empacotamento, com coleta de amostras para classificação fiscal. Os feijões, especialmente o feijão-comum e o feijão-de-corda, estão entre os produtos mais frequentemente inspecionados. O processo garante padronização, qualidade, rastreabilidade e segurança alimentar ao consumidor final. Com informações: Dourados News




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