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Anvisa investiga casos de pancreatite em usuários de canetas emagrecedoras e aponta possíveis fatores de risco

Agência apura seis mortes suspeitas e mais de 200 notificações; especialistas alertam para uso sem indicação médica, perda rápida de peso e circulação de produtos falsificados.
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Canetas emagrecedoras devem ser utilizadas apenas com prescrição e acompanhamento médico; Anvisa investiga casos suspeitos de pancreatite associados ao uso desses medicamentos (Foto: Reprodução/TV TEM). Por: Editorial | 10/02/2026 13:31

O aumento de notificações de pancreatite em pessoas que utilizam canetas emagrecedoras e medicamentos para diabetes levou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a emitir um alerta sobre os riscos associados ao uso desses fármacos fora das indicações aprovadas e sem acompanhamento médico. No Brasil, a agência investiga seis mortes suspeitas e mais de 200 registros de problemas relacionados ao pâncreas em pacientes que utilizaram medicamentos como Ozempic, Saxenda e Mounjaro.

Segundo a Anvisa, os casos ainda são considerados suspeitos, sem confirmação de relação direta de causa e efeito. No entanto, o crescimento recente das notificações motivou a manifestação do órgão regulador. Situação semelhante chamou atenção no Reino Unido, onde a agência reguladora local registrou 19 mortes associadas ao uso das canetas, incluindo episódios raros e graves de pancreatite necrosante.

Especialistas explicam que os usuários desses medicamentos, em sua maioria, já pertencem a grupos com maior risco para pancreatite, como pessoas com obesidade, diabetes ou ambas as condições. Essas doenças, por si só, aumentam a probabilidade de complicações biliares e inflamações no pâncreas. Além disso, os próprios medicamentos trazem em bula o alerta para a possibilidade de formação de cálculos na vesícula biliar, que podem desencadear quadros de pancreatite.

Outro fator relevante é a perda rápida de peso, comum entre usuários das canetas. A redução acelerada do peso corporal é conhecida por favorecer a formação de cálculos biliares, somando riscos em pacientes que já apresentam predisposição. O mecanismo de ação dos medicamentos também entra na equação: eles retardam o esvaziamento do estômago e alteram o metabolismo dos ácidos biliares, o que pode impactar o funcionamento do pâncreas, especialmente em pessoas com obesidade, nas quais esse metabolismo costuma ser mais desregulado.

O uso fora da indicação médica e sem acompanhamento adequado é apontado como um dos principais fatores de preocupação. Nessas situações, o paciente pode utilizar doses inadequadas e deixar de identificar precocemente efeitos adversos. A Anvisa recomenda a suspensão imediata do tratamento diante de suspeita de inflamação no pâncreas e reforça que o uso deve ocorrer apenas conforme a bula, com prescrição e monitoramento médico.

Além disso, a circulação de canetas falsificadas e de origem irregular agrava o cenário. Produtos adulterados impedem a identificação da substância e da dose aplicadas, ampliando os riscos à saúde. Para especialistas, esse mercado paralelo expõe os pacientes a perigos adicionais, sobretudo aqueles com histórico de problemas pancreáticos ou consumo frequente de álcool.

Apesar dos alertas, médicos reforçam que as causas mais comuns de pancreatite no Brasil continuam sendo o consumo excessivo de álcool e a presença de cálculos na vesícula biliar. Ainda assim, o momento exige cautela, informação e uso responsável desses medicamentos, que devem ser indicados e acompanhados por profissionais de saúde. Com informações: g1




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