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Hoje é Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2026.
O preço da cesta básica apresentou queda de 1,48% no mês de janeiro em Dourados, refletindo uma leve melhora no poder de compra dos consumidores, embora os gastos com alimentação ainda representem uma parcela significativa da renda do trabalhador. O levantamento foi realizado pelo Projeto de Extensão Índice da Cesta Básica do Município de Dourados, desenvolvido pelo curso de Ciências Econômicas da Face UFGD.
De acordo com o estudo, dos 13 produtos que compõem a cesta básica, sete registraram aumento de preços no período. O arroz teve a maior alta, com elevação de 10,49%, seguido pela farinha de trigo, que subiu 7,33%. Também apresentaram aumento a carne, com 2,66%, o pão francês e o café em pó, ambos com variação de 1,63%, além da margarina, que teve acréscimo de 0,45%, e da batata, com aumento de 0,18%.
Em contrapartida, seis produtos tiveram redução de preços e ajudaram a puxar o índice para baixo. O tomate apresentou a maior queda, de 17,52%, seguido pela banana, com recuo de 13,13%, óleo de soja, com diminuição de 10,17%, açúcar, que caiu 5,66%, leite, com redução de 1,33%, e feijão, com queda de 0,88%.
Para o cálculo do índice, os pesquisadores utilizam a mesma metodologia do Dieese, com base na Lei nº 399, que define os critérios para a composição do salário mínimo. Em janeiro, o salário mínimo passou de R$ 1.518 para R$ 1.621, uma alta de 6,76%. Apesar do reajuste contribuir para o aumento do poder de compra, o valor ainda é considerado insuficiente para atender às necessidades básicas das famílias.
Segundo o levantamento, o consumidor douradense gastou, em média, R$ 699,79 para adquirir a cesta básica em janeiro, o que corresponde a 43,17% do salário mínimo vigente. Para arcar apenas com os alimentos, foram necessárias 94 horas e 58 minutos de trabalho. Em dezembro, o valor médio era de R$ 710,30, equivalente a 46,79% da renda mensal. O custo em Dourados segue inferior ao registrado em Campo Grande, onde a cesta básica fechou 2025 em R$ 775,90.
A Constituição Federal estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir despesas essenciais como alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. No entanto, estimativa do Dieese aponta que, para cumprir esse objetivo, a renda necessária deveria ser de pelo menos R$ 7.106,83, quase cinco vezes o valor atual.
A coordenação do projeto da Face UFGD orienta os consumidores a pesquisarem preços antes de realizar as compras, já que há grande variação entre os estabelecimentos. Em janeiro, a diferença chegou a 11,66% entre supermercados, o que pode representar uma economia de até R$ 87,86. A recomendação é consultar as pesquisas divulgadas pelo Procon, que detalham os preços praticados em cada estabelecimento do município. Com informações: Dourados News
