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Brasil registra seis mortes suspeitas por pancreatite associadas a canetas emagrecedoras, aponta Anvisa

Agência Nacional de Vigilância Sanitária informa 225 notificações de pancreatite possivelmente ligadas ao uso de medicamentos injetáveis popularesmente chamados de canetas emagrecedoras desde 2018.
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Medicamentos conhecidos como canetas emagrecedoras, utilizados no tratamento de obesidade e diabetes, estão ligados a casos suspeitos de pancreatite no Brasil conforme registros da Anvisa (Foto: Reprodução/Getty Images). Por: Editorial | 07/02/2026 11:27

O Brasil registrou seis mortes suspeitas e 225 casos suspeitos de pancreatite possivelmente associados ao uso de canetas emagrecedoras, segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As informações constam no sistema VigiMed, base oficial de farmacovigilância da agência, e incluem notificações feitas após o uso comercial desses medicamentos e relatos de estudos clínicos realizados no país desde 2018.

As ocorrências envolvem medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP-1, substâncias utilizadas no tratamento de diabetes e no controle de peso e que são popularmente chamadas de canetas emagrecedoras. Entre os princípios ativos relacionados estão semaglutida, liraglutida, lixisenatida, tirzepatida e dulaglutida, presentes em produtos conhecidos no mercado como Wegovy, Ozempic, Saxenda, Victoza, Trulicity, Rybelsus e Mounjaro.

Segundo a Anvisa, os casos suspeitos de pancreatite associados ao uso desses medicamentos ocorreram em pacientes de estados como São Paulo, Paraná, Bahia e Distrito Federal. As seis mortes notificadas não tiveram os respectivos estados informados. A agência reforçou que todos os registros são classificados como suspeitos e ainda estão sob investigação técnica, o que significa que não há confirmação de causalidade direta entre o uso dos produtos e os eventos adversos.

O tema ganhou atenção internacional após alertas emitidos por agências reguladoras no exterior, como a do Reino Unido, que também registrou mortes e casos graves de pancreatite associados a medicamentos agonistas de GLP-1. Especialistas e autoridades de saúde enfatizam a importância de utilização sob orientação médica e monitoramento clínico constante, especialmente porque o risco de pancreatite aguda já é conhecido e informado nas bulas de alguns desses medicamentos como reação adversa incomum, porém possível.

Apesar dos números, a Anvisa afirma que os dados não indicam, por enquanto, a necessidade de suspender o uso das canetas emagrecedoras, mas destacam a importância de prescrição responsável e acompanhamento médico contínuo. A investigação dos casos segue em andamento para determinar eventuais relações de causa e efeito. Com informações: g1




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