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Hoje é Sexta-feira, 06 de Fevereiro de 2026.
Um ataque violento no oeste da Nigéria deixou dezenas de mortos e acendeu novamente o alerta sobre a escalada da violência no país mais populoso da África. Homens armados, apontados como possíveis extremistas, invadiram aldeias no estado de Kwara, atacando moradores que teriam se recusado a aderir a uma ideologia radical. Além das mortes, casas foram incendiadas e comércios saqueados, ampliando os impactos sobre a população local.
O episódio se soma a uma série de ataques registrados em diferentes regiões da Nigéria, que enfrenta há anos desafios de segurança relacionados a grupos armados, sequestros e conflitos entre comunidades. Entre os principais grupos atuantes estão o Boko Haram, o Estado Islâmico na Província da África Ocidental (ISWAP) e o Lakurawa, além de quadrilhas envolvidas em sequestros e exploração ilegal de recursos. Nenhuma organização assumiu oficialmente a responsabilidade pelo ataque recente, mas autoridades locais classificaram a ação como obra de células terroristas.
Em resposta, o presidente da Nigéria, Bola Ahmed Tinubu, anunciou o envio de reforços militares ao estado de Kwara. Um batalhão do Exército ficará à frente da chamada “Operação Escudo da Savana”, criada para conter a atuação de extremistas e proteger as comunidades vulneráveis. Tinubu descreveu o ataque como cruel, lamentou a morte de civis e destacou que a fé islâmica das aldeias não está associada à violência, elogiando os moradores por recusarem a radicalização.
A violência na Nigéria afeta especialmente as regiões central e noroeste do país, onde grupos armados realizam ataques a vilarejos, roubos e sequestros coletivos. Muitos desses grupos são classificados pelas autoridades como organizações terroristas. A crise também provocou deslocamentos forçados em massa, impactando não apenas a Nigéria, mas também países vizinhos na região do Lago Chade.
Os Estados Unidos reforçaram a cooperação militar com a Nigéria, enviando equipes focadas em inteligência para apoiar operações contra grupos extremistas. Essa é a primeira presença militar americana confirmada no país desde ações conjuntas contra o Estado Islâmico no final de 2025. Apesar de divergências políticas, Washington mantém suporte estratégico às campanhas de segurança nigerianas.
Especialistas em segurança alertam que a maior parte das vítimas da violência no norte da Nigéria é composta por muçulmanos, já que as regiões mais atacadas têm população predominantemente islâmica. Com informações: Bacci Notícias.
