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Recuperação de pastagens em Mato Grosso do Sul avança com políticas públicas, crédito rural e uso de tecnologias sustentáveis

Estado reduz em mais de 50% as áreas de pastagens com baixo vigor e se consolida como referência nacional em sistemas produtivos sustentáveis.
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Adoção de tecnologias sustentáveis e políticas públicas estruturantes impulsionam a recuperação de pastagens em Mato Grosso do Sul (Foto: Mairinco de Pauda/Semadesc). Por: Editorial | 06/02/2026 14:02

Mato Grosso do Sul vem apresentando avanços consistentes na recuperação de pastagens degradadas e na consolidação de uma agropecuária mais produtiva e sustentável, alinhada às exigências dos mercados nacional e internacional. Em 2023, o estado possuía cerca de 4,7 milhões de hectares de pastagens degradadas passíveis de recuperação, conforme dados do Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas.

Esse cenário é resultado, principalmente, da histórica predominância da pecuária extensiva, marcada por baixa taxa de lotação animal, manejo inadequado e ausência de reposição de nutrientes ao solo. A situação foi agravada por características naturais do território, como a predominância de solos arenosos e longos períodos de estiagem.

Apesar desse contexto, relatório recente da Coordenadoria de Agricultura da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, elaborado com base em dados do MapBiomas, aponta uma redução expressiva das áreas de pastagens com baixo vigor no estado. Em 2010, essas áreas somavam cerca de 6,2 milhões de hectares, número que caiu para 2,9 milhões em 2024, representando uma redução aproximada de 52%.

A melhora nos indicadores está associada à adoção de novas tecnologias, ao fortalecimento das práticas de conservação do solo e à implementação de sistemas produtivos mais sustentáveis, com destaque para a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, que atualmente ultrapassa 3,6 milhões de hectares implantados em Mato Grosso do Sul.

Parte das áreas classificadas como pastagens de baixo vigor está localizada no Pantanal, em regiões de campo nativo inseridas em zonas de uso restrito, consideradas áreas de resguardo ambiental e não passíveis de alteração conforme a legislação vigente. Além disso, análises baseadas em imagens de satélite sofrem influência da sazonalidade, especialmente em períodos de estiagem, o que pode interferir na interpretação dos índices de vegetação.

Segundo o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, o enfrentamento do problema ocorre por meio de políticas públicas estruturantes e da integração entre governo, produtores e setor produtivo. Ele destaca que a recuperação de pastagens degradadas é estratégica para elevar a produtividade, reduzir a pressão por abertura de novas áreas e fortalecer uma agropecuária de baixa emissão de carbono.

Entre os principais instrumentos de apoio está o Fundo Constitucional do Centro-Oeste. Somente em 2025, mais de R$ 500 milhões foram destinados a projetos de correção do solo e recuperação de pastagens na modalidade FCO Rural. Desse total, mais de R$ 180 milhões foram aplicados em reformas de pastagens, por meio de 93 cartas-consulta, e quase R$ 400 milhões em 170 projetos voltados à correção do solo.

O Governo do Estado também atua por meio de programas estruturantes. O Plano Estadual de Manejo e Conservação de Solo e Água promove práticas conservacionistas, recuperação da fertilidade do solo, restauração de áreas afetadas por processos erosivos e adequação de estradas vicinais, em parceria com prefeituras e produtores rurais.

O programa Precoce MS incentiva a produção de carne bovina de alta qualidade, oferecendo bonificações a produtores que adotam práticas sustentáveis, como manejo adequado das pastagens, diversificação de espécies forrageiras, reposição de nutrientes e análise da fertilidade do solo.

Outro eixo estratégico é o Programa Estadual de Irrigação, que estimula o uso racional da água e a adoção de tecnologias de irrigação sustentáveis, possibilitando a recuperação e a intensificação de áreas agropecuárias, inclusive de pastagens. Já o Plano Estadual ABC+ incentiva a adoção de tecnologias de baixa emissão de carbono, como ILPF, plantio direto, uso de bioinsumos, manejo de resíduos e intensificação sustentável da pecuária.

De acordo com o secretário, Mato Grosso do Sul se consolida como referência nacional em sistemas integrados de produção, demonstrando que é possível produzir mais com eficiência, sustentabilidade e segurança ambiental. Com informações: Agência MS GOV




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