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Por que o bitcoin despencou ao menor nível desde que Trump assumiu o poder

Criptomoeda caiu para cerca de US$ 65 mil, mesmo com apoio declarado do presidente dos EUA ao setor.
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Representação do bitcoin ao lado da bandeira dos Estados Unidos em tela de laptop, em imagem de arquivo (Foto: Getty Images via BBC) Por: Editorial | 06/02/2026 13:18

O preço do bitcoin atingiu o menor nível em cerca de 15 meses, apesar do apoio público do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, às criptomoedas. Nesta semana, a moeda digital passou a valer em torno de US$ 65 mil, o equivalente a aproximadamente R$ 342 mil, registrando o patamar mais baixo desde outubro de 2024. Apenas em 2026, a desvalorização já chega a 24%.

A queda ocorre após um longo período de valorização que levou o bitcoin a atingir um recorde histórico de US$ 122 mil em outubro do ano passado. O movimento de alta havia sido impulsionado, em parte, pelo envolvimento direto de Trump com o setor e por suas promessas de flexibilizar regras e regulamentações para as criptomoedas.

Desde que voltou à Casa Branca, em janeiro de 2025, Trump assinou uma ordem executiva com o objetivo de transformar os Estados Unidos na “capital mundial das criptomoedas”. Durante esse período, lançou sua própria criptomoeda, manteve vínculos com a World Liberty Financial, empresa de investimentos em criptoativos ligada à sua família, e apoiou medidas que reduziram a fiscalização do setor por órgãos federais.

Apesar desse cenário favorável do ponto de vista político, o bitcoin acumula queda de cerca de 32% nos últimos 12 meses, aproximando-se de níveis observados no início de 2024 e até mesmo em 2021. Analistas destacam que a volatilidade é característica do ativo, mas fatores macroeconômicos recentes ajudaram a intensificar o movimento de baixa.

Segundo o Deutsche Bank, a queda mais recente foi desencadeada pela nomeação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve, o banco central americano. O mercado avalia que Warsh pode adotar uma postura mais dura no controle da inflação, mantendo juros elevados por mais tempo. Taxas de juros altas tendem a reduzir o apetite por ativos considerados mais arriscados, como as criptomoedas.

O banco também observa que, nos últimos quatro meses, o bitcoin vem registrando uma tendência de desvalorização contínua, acompanhada por um aumento do pessimismo em relação ao mercado cripto como um todo. Para os analistas, isso indica que investidores tradicionais estariam perdendo interesse no ativo.

Mesmo assim, especialistas não acreditam no desaparecimento das criptomoedas. Para o Deutsche Bank, o bitcoin estaria passando de um ativo puramente especulativo para uma fase mais madura, em que precisa encontrar um papel mais definido dentro do sistema financeiro.

Outras criptomoedas importantes, como ethereum e solana, também sofreram perdas expressivas, com quedas próximas de 37% em 2026. Dados da plataforma CoinGecko indicam que o mercado cripto perdeu mais de US$ 1 trilhão em valor apenas no último mês e cerca de US$ 2 trilhões desde o pico registrado em outubro.

Algumas instituições financeiras, como a Stifel, projetam que o bitcoin ainda pode cair para níveis próximos de US$ 38 mil, acompanhando mais de perto o comportamento do dólar americano, que recentemente atingiu sua menor cotação em quatro anos. Com informações: g1




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