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Hoje é Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2026.
Importadores chineses enfrentam custos significativamente mais elevados para adquirir cargas adicionais de soja dos Estados Unidos, em uma possível movimentação para agradar o presidente americano, Donald Trump, antes de sua visita ao país asiático, prevista para abril. A China está avaliando a compra de cerca de 8 milhões de toneladas de soja norte-americana, mesmo que os suprimentos brasileiros estejam mais baratos neste momento de pico da colheita.
Segundo operadores do mercado e analistas, as estatais chinesas Sinograin e Cofco já compraram cerca de 12 milhões de toneladas de soja dos EUA desde outubro, pagando quase US$ 100 milhões a mais do que pagariam pela soja brasileira com base nos preços atuais. Essa diferença de custo ocorre porque a soja norte-americana é cotada, para embarque em abril, entre US$ 2,08 e US$ 2,48 por bushel sobre o contrato de referência da Bolsa de Chicago, incluindo frete até a China, enquanto os embarques brasileiros têm prêmios menores, entre US$ 1,18 e US$ 1,33 por bushel.
Essa disparidade implica que a China pagaria até cerca de US$ 400 milhões a mais por oito milhões de toneladas de soja americana do que pagaria pelas cargas brasileiras. Analistas observam que essa diferença reduz a atratividade comercial do produto norte-americano, especialmente considerando tarifas mais altas — de 13% sobre a soja dos EUA, em comparação com 3% sobre a soja brasileira — e margens negativas de esmagamento em alguns centros de processamento na China.
Mesmo com potencial interesse estatal em compras adicionais, é improvável que as esmagadoras privadas chinesas ingressem significativamente no mercado de soja dos EUA, preferindo manter foco em fornecedores sul-americanos. Desde o início da temporada em setembro, fontes de mercado indicam que essas empresas ainda não compraram cargas americanas, optando por soja do Brasil e da Argentina.
Além de fatores comerciais, o contexto político tem motivado análises sobre o comportamento chinês. A possível sinalização de compras maiores pode estar relacionada ao interesse de Beijing em facilitar um ambiente positivo nas relações bilaterais antes da visita oficial de Trump à China, enquanto os dois países buscam negociações em áreas econômicas e diplomáticas mais amplas. Com informações: Forbes
