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Para agradar Trump, China promete pagar mais pela soja dos EUA

Importadores chineses consideram compras adicionais de soja americana, apesar de custos mais altos que os da soja brasileira, em possível estratégia para fortalecer laços comerciais antes de visita de Donald Trump.
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Cargas de soja americana sendo preparadas para exportação em Dakota do Norte, nos Estados Unidos, em contexto de possíveis compras pela China para fortalecer relações comerciais (Foto: Reuters) Por: Editorial | 06/02/2026 10:13

Importadores chineses enfrentam custos significativamente mais elevados para adquirir cargas adicionais de soja dos Estados Unidos, em uma possível movimentação para agradar o presidente americano, Donald Trump, antes de sua visita ao país asiático, prevista para abril. A China está avaliando a compra de cerca de 8 milhões de toneladas de soja norte-americana, mesmo que os suprimentos brasileiros estejam mais baratos neste momento de pico da colheita.

Segundo operadores do mercado e analistas, as estatais chinesas Sinograin e Cofco já compraram cerca de 12 milhões de toneladas de soja dos EUA desde outubro, pagando quase US$ 100 milhões a mais do que pagariam pela soja brasileira com base nos preços atuais. Essa diferença de custo ocorre porque a soja norte-americana é cotada, para embarque em abril, entre US$ 2,08 e US$ 2,48 por bushel sobre o contrato de referência da Bolsa de Chicago, incluindo frete até a China, enquanto os embarques brasileiros têm prêmios menores, entre US$ 1,18 e US$ 1,33 por bushel.

Essa disparidade implica que a China pagaria até cerca de US$ 400 milhões a mais por oito milhões de toneladas de soja americana do que pagaria pelas cargas brasileiras. Analistas observam que essa diferença reduz a atratividade comercial do produto norte-americano, especialmente considerando tarifas mais altas — de 13% sobre a soja dos EUA, em comparação com 3% sobre a soja brasileira — e margens negativas de esmagamento em alguns centros de processamento na China.

Mesmo com potencial interesse estatal em compras adicionais, é improvável que as esmagadoras privadas chinesas ingressem significativamente no mercado de soja dos EUA, preferindo manter foco em fornecedores sul-americanos. Desde o início da temporada em setembro, fontes de mercado indicam que essas empresas ainda não compraram cargas americanas, optando por soja do Brasil e da Argentina.

Além de fatores comerciais, o contexto político tem motivado análises sobre o comportamento chinês. A possível sinalização de compras maiores pode estar relacionada ao interesse de Beijing em facilitar um ambiente positivo nas relações bilaterais antes da visita oficial de Trump à China, enquanto os dois países buscam negociações em áreas econômicas e diplomáticas mais amplas. Com informações: Forbes




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