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Hoje é Domingo, 08 de Fevereiro de 2026.
O Departamento Intersindical de Estatísticas Socioeconômicas (Dieese) divulgou levantamento mostrando os grupos profissionais e setores beneficiados pela nova isenção do Imposto de Renda (IR), aprovada pelo Governo Lula no final de 2025 e que já está em vigor.
A medida garante isenção total de IR para trabalhadores formais com salário de até R$ 5 mil por mês e redução do imposto para quem recebe entre R$ 5 mil e R$ 7,35 mil mensais. O estudo foi elaborado a partir dos dados mais recentes da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), que registra os contratos de trabalho formais no Brasil.
O levantamento do Dieese mostra que a mudança beneficia diretamente cerca de 15,6 milhões de trabalhadores formais, sendo aproximadamente 10 milhões totalmente isentos e 5 milhões com redução do imposto. A medida também apresenta diferenças por gênero e raça: 92% das mulheres negras e 88% dos homens negros deixam de pagar IR, enquanto entre homens não negros o percentual é de 77%.
Entre os setores com maior percentual de isenção estão:
Vestuário: 95% dos trabalhadores isentos
Comércio: 91% (aproximadamente 8,5 milhões de comerciários)
Indústria têxtil: 87%
Metalúrgicos: 71%
Papeleiros: 69%
Trabalhadoras domésticas: 97%
Hotelaria e alimentação: 96%
Atividades administrativas e serviços complementares: 93%
Artes, cultura, esporte e recreação: 91%
Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura: 91%
Comércio, reparação de veículos e motocicletas: 91%
Indústria de transformação: 80%
O levantamento mostra que a medida atinge uma grande variedade de setores e contribui para aumentar a renda líquida disponível dos trabalhadores formais. A estimativa é que a economia do país receba um acréscimo anual de R$ 26,2 bilhões em renda disponível: R$ 20,9 bilhões para celetistas e R$ 5,2 bilhões para servidores estatutários.
Para compensar a isenção, o Governo Lula aprovou aumento da tributação para quem recebe R$ 50 mil ou mais por mês, atingindo aproximadamente 140 mil pessoas, com alíquotas de até 10%. Com informações: Agência GOV
