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Hoje é Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2026.
O tenente-general Vladimir Alekseyev, vice-chefe da inteligência militar russa, foi baleado e ferido nesta sexta-feira (6) em Moscou. O ataque aconteceu em um prédio residencial no noroeste da cidade, e Alekseyev foi hospitalizado após ser atingido várias vezes, conforme comunicado de Svetlana Petrenko, porta-voz do Comitê Investigativo da Rússia. O autor do ataque ainda não foi identificado.
Alekseyev ocupa o cargo de primeiro vice-chefe da inteligência militar russa desde 2011. O tiroteio ocorre um dia após negociações entre Rússia, Ucrânia e Estados Unidos em Abu Dhabi, que tiveram como objetivo discutir o fim da guerra na Ucrânia, que já dura quase quatro anos. A delegação russa nessas conversas foi liderada pelo chefe da inteligência militar, almirante Igor Kostyukov.
Desde o início da invasão russa à Ucrânia, Moscou tem atribuído a Kyiv diversos atentados contra oficiais militares e figuras públicas. Alguns desses ataques foram confirmados pela Ucrânia, enquanto outros não receberam comentário oficial.
Em dezembro de 2025, o tenente-general Fanil Sarvarov, chefe da Diretoria de Treinamento Operacional do Estado-Maior das Forças Armadas russas, foi morto por um carro-bomba. Em abril de 2025, o tenente-general Yaroslav Moskalik, vice-chefe do principal departamento operacional do Estado-Maior, morreu após explosivo colocado em seu carro. Um suspeito foi preso rapidamente.
Após o ataque a Moskalik, o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy afirmou ter recebido relatório do chefe da inteligência estrangeira ucraniana sobre a “liquidação” de altos militares russos, sem citar nomes específicos.
Em dezembro de 2024, o tenente-general Igor Kirillov, chefe das forças de defesa nuclear, biológica e química do Exército russo, foi morto por uma bomba escondida em um patinete elétrico próximo a seu prédio, ataque que também matou seu assistente. A Ucrânia assumiu a responsabilidade pelo atentado.
O histórico de ataques reforça o clima de tensão envolvendo altos oficiais russos e aumenta a atenção das autoridades sobre a segurança de membros da inteligência militar. Com informações: g1
