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Hoje é Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2026.
Uma ação conjunta realizada em Campo Grande retirou de circulação cerca de 800 medicamentos emagrecedores irregulares entre segunda-feira (2) e quarta-feira (4). Em três dias de fiscalização, o valor estimado dos produtos apreendidos chega a aproximadamente R$ 1 milhão.
A operação contou com a participação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), dos Correios, do Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso do Sul (CRF/MS) e da Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado de Saúde (SES/MS). Durante a ação, foram encontradas canetas e ampolas das substâncias retatrutida e tirzepatida, das marcas TG e Lipoless.
Segundo o gerente do Sistema Estadual de Vigilância Sanitária, Matheus Pirolo, esses medicamentos representam sérios riscos à saúde, especialmente por utilizarem embalagens sofisticadas que podem induzir o consumidor ao erro. “A retatrutida não é reconhecida oficialmente em nenhum país do mundo e é comercializada no mercado clandestino como se tivesse origem em países com sistemas rigorosos de controle sanitário, como Alemanha ou Reino Unido, o que não é verdade”, afirmou.
De acordo com o órgão, devido à procedência duvidosa e à ausência de qualquer tipo de controle sanitário ou rastreabilidade, os produtos das marcas TG e Lipoless não possuem reconhecimento por agências reguladoras internacionais. Ainda conforme as autoridades, já foram registrados casos de consumidores que apresentaram efeitos adversos graves após o uso desses medicamentos.
Riscos à saúde
A automedicação ou a prescrição de medicamentos não autorizados pela Anvisa pode ampliar o risco de complicações graves, como insuficiência renal e câncer de tireoide ou do sistema endócrino. As apreensões ganham ainda mais relevância por terem ocorrido na mesma semana do Dia Mundial de Combate ao Câncer, celebrado na quarta-feira (4).
Além disso, médicos e outros profissionais da saúde flagrados prescrevendo medicamentos proibidos pela Anvisa podem responder a processos administrativos e até ter o registro cassado junto ao Conselho Regional de Medicina (CRM).
Conforme Matheus Pirolo, as fiscalizações continuarão nos Correios e também serão ampliadas para transportadoras, aeroportos do Estado e rodovias federais e estaduais. A ação é coordenada por órgãos de fiscalização sanitária em conjunto com forças de segurança pública. Com informações: Ivi Notícias
