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Dentista gratuito em Mato Grosso do Sul: saiba como acessar o atendimento odontológico pelo SUS

Rede estadual organiza fluxo que vai da atenção primária à odontologia especializada e hospitalar, integrada à política nacional Brasil Sorridente
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Atendimento odontológico realizado em Unidade Odontológica Móvel amplia o acesso da população aos serviços de saúde bucal ofertados pelo SUS (Foto: Divulgação SES). Por: Editorial | 05/02/2026 09:09

Problemas bucais como dor de dente, sangramento gengival, lesões que não cicatrizam ou a necessidade de próteses dentárias afetam diretamente a alimentação, a fala, a autoestima e até as oportunidades de trabalho. O que muitas pessoas ainda desconhecem é que o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza uma rede estruturada de atendimento odontológico gratuito, com serviços que vão desde a atenção básica até procedimentos especializados e hospitalares.

(Foto: Divulgação SES).

Em Mato Grosso do Sul, a saúde bucal é organizada e fortalecida com o apoio da Coordenadoria de Saúde Bucal da Secretaria de Estado de Saúde (SES), que atua de forma permanente e integrada junto aos municípios. O objetivo é ampliar o acesso da população aos serviços odontológicos e qualificar o cuidado ofertado em todas as regiões do Estado.

(Foto: Divulgação SES).

A porta de entrada para o atendimento odontológico é a Atenção Primária à Saúde (APS), por meio das Equipes de Saúde Bucal que atuam nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e nas Unidades Odontológicas Móveis (UOMs). Nesses locais, os cidadãos podem agendar consultas, realizar procedimentos como restaurações, extrações, limpezas, receber orientações preventivas e acompanhamento contínuo.

(Foto: Divulgação SES).

Quando há necessidade de tratamentos mais complexos, como tratamento de canal, cirurgias orais, atendimento a pessoas com necessidades especiais ou confecção de próteses dentárias, o usuário é encaminhado para os Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs) ou para outros serviços especializados da rede. Em situações específicas, o cuidado pode ser realizado em ambiente hospitalar.

Para garantir o funcionamento adequado dessa estrutura, a Coordenadoria de Saúde Bucal da SES oferece suporte técnico contínuo aos municípios, desde a adesão e implantação das estratégias até a organização dos fluxos de atendimento e integração com os demais pontos da rede de atenção à saúde. O Estado também realiza o cofinanciamento das Equipes de Saúde Bucal e dos CEOs, com repasses fundo a fundo destinados à melhoria da estrutura física, aquisição de insumos e fortalecimento dos serviços.

Segundo o coordenador de Saúde Bucal da SES, Lucas Moura de Oliveira, o papel do Estado é assegurar que os municípios tenham condições técnicas e financeiras para oferecer um atendimento resolutivo à população. O trabalho inclui a qualificação dos profissionais, a organização da rede e a garantia de um cuidado integral, que abrange desde a prevenção até o tratamento especializado.

O acompanhamento dos serviços é permanente, com monitoramento de indicadores de produção, avaliação da qualidade dos registros nos sistemas oficiais e análise do desempenho das equipes. A SES também elabora notas técnicas, manuais e diretrizes assistenciais, orientando aspectos como carga horária dos profissionais, organização do processo de trabalho e cadastro correto das unidades no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES).

Além da estrutura básica, Mato Grosso do Sul tem investido em estratégias inovadoras e no cuidado especializado. Entre elas estão o fortalecimento da odontologia hospitalar e o apoio técnico a municípios que ofertam ou pretendem implantar atendimento odontológico com sedação. Outro destaque é o serviço de Tele-Estomatologia, que auxilia no diagnóstico precoce de lesões suspeitas de câncer bucal, ampliando o acesso ao especialista e reduzindo o tempo de espera.

A atuação estadual inclui ainda o apoio às ações de saúde bucal no sistema prisional, com fornecimento de orientações técnicas, insumos e organização do cuidado para essa população. Anualmente, é realizado o levantamento epidemiológico CPOD (Cariado, Perdido e Obturado em Dentes Permanentes), que subsidia o planejamento das ações e a distribuição de kits de higiene bucal utilizados em estratégias de promoção e prevenção nos municípios.

Viagens técnicas e reuniões com prefeitos, secretários municipais de saúde e coordenadores de saúde bucal também fazem parte da rotina da Coordenadoria, fortalecendo o diálogo institucional e permitindo ajustes nas estratégias conforme as realidades locais.

Para acessar os serviços, o cidadão deve procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima, munido de documento de identificação, Cartão do SUS e comprovante de residência. O atendimento começa na atenção primária e, caso necessário, o paciente é encaminhado para serviços especializados. Em caso de dúvidas, a orientação é buscar informações junto à Secretaria de Saúde do município.

(Foto: Divulgação SES).

A política que organiza a saúde bucal no SUS em todo o país é o Brasil Sorridente, criado em 2004 como parte da Política Nacional de Saúde Bucal. O programa estabelece diretrizes para ampliar o acesso, reduzir desigualdades e garantir atendimento integral, da prevenção aos tratamentos especializados. Presente em todos os níveis de atenção, o Brasil Sorridente fortalece equipes de saúde bucal, amplia os Centros de Especialidades Odontológicas e consolida a saúde bucal como parte essencial do cuidado em saúde.

(Foto: Divulgação SES).

Mais do que uma questão estética, a saúde bucal está diretamente relacionada à prevenção de infecções, ao diagnóstico precoce de doenças como o câncer de boca e à qualidade de vida da população. Conhecer a rede e saber como acessá-la é o primeiro passo para garantir esse cuidado pelo SUS. Com informações: Agência MS GOV




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