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Nova plataforma da Embrapa integra vigilância sanitária e análise de risco de doenças suínas

Central de Inteligência em Saúde Suína (CISS) consolida dados de granjas de todo o Brasil para apoiar prevenção, controle de doenças e fortalecer a saúde animal sob a abordagem de Saúde Única.
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A Central de Inteligência em Saúde Suína (CISS) integra dados de granjas em todo o Brasil para monitoramento e prevenção de doenças suínas (Foto: Luiza Biesus/Embrapa) Por: Editorial | 04/02/2026 07:48

A Embrapa Suínos e Aves, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), lançou a Central de Inteligência em Saúde Suína (CISS), uma plataforma estratégica que integra e analisa dados sanitários de granjas em todo o país. A ferramenta visa apoiar a tomada de decisão, fortalecer a vigilância epidemiológica, a biosseguridade, o controle de doenças e a sustentabilidade da suinocultura brasileira.

O foco na espécie suína se deve à sua suscetibilidade a vírus humanos e aviários, como a influenza, com potencial para gerar novos vírus pandêmicos. A plataforma consolida informações fornecidas por Laboratórios de Diagnóstico Veterinário (LDVs) a partir de milhares de amostras, permitindo criar indicadores epidemiológicos que orientam ações preventivas e de manejo sanitário.

A CISS também materializa o conceito de Saúde Única, integrando saúde animal, humana e ambiental. Animais saudáveis reduzem a mortalidade, o uso de antibióticos e o impacto ambiental, além de gerar alimentos mais seguros. O monitoramento de agentes zoonóticos permite identificar precocemente a circulação de patógenos e antecipar riscos de surtos e epidemias.

Entre os principais desafios da suinocultura brasileira estão as Doenças do Complexo Respiratório Suíno (PRDC), que afetam a produtividade devido à redução de ganho de peso, mortalidade elevada e maior uso de antibióticos. A plataforma permite analisar tendências, identificar sazonalidades e gerar informações estratégicas para prevenção e controle.

O projeto-piloto da CISS analisou, entre 2019 e 2025, mais de 250 mil amostras de Mycoplasma hyopneumoniae, responsável pela pneumonia enzoótica suína, revelando padrões de sazonalidade e incidência por região. Também foram estudados dados sobre circovírus suíno tipo 2 (PCV2), com identificação do genótipo predominante no país.

A plataforma padroniza os dados utilizando códigos internacionais, como LOINC e SNOMED CT, permitindo intercâmbio seguro de informações entre laboratórios e países. Relatórios técnicos consolidados e anonimizados apoiam órgãos de defesa sanitária, indústrias e produtores na formulação de políticas públicas e estratégias de prevenção.

Os próximos passos incluem ampliar o monitoramento para outros agentes, incorporar mais laboratórios parceiros e utilizar inteligência artificial, análise de big data e sequenciamento genômico para prever surtos e identificar variantes emergentes. Segundo a pesquisadora Janice Zanella, a iniciativa posiciona o Brasil na linha de frente da saúde global, mostrando que a pesquisa em sanidade animal pode impactar positivamente a saúde pública e o meio ambiente.

A vigilância de vírus em suínos é estratégica para a saúde global, uma vez que esses animais podem ser infectados por vírus humanos e aviários, representando risco de recombinação genética e surgimento de novos patógenos. A plataforma fortalece a sanidade dos rebanhos e preserva a credibilidade do Brasil como produtor e exportador confiável de proteína animal. Com informações: Embrapa




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