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Padrasto é preso em Sinop suspeito de estuprar enteada por quatro anos e tentar culpar a vítima

Investigação revela que abusos começaram quando a menina tinha nove anos; suspeito alegou comportamento inadequado da adolescente para negar o crime.
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Viaturas da Polícia Civil mobilizadas durante operação que resultou na prisão de suspeito de estupro de vulnerável em Sinop (Foto: Diogo Silva/Arquivo). Por: Editorial | 02/02/2026 15:40

A Polícia Civil de Mato Grosso efetuou, na última segunda-feira (19), a prisão de um homem acusado de estupro de vulnerável contra sua enteada no município de Sinop, localizado a 500 quilômetros da capital, Cuiabá. O crime, que teria ocorrido de forma sistemática ao longo de quatro anos, veio à tona após a mãe da vítima denunciar o caso no início de janeiro. De acordo com as investigações conduzidas pela delegada Renata Evangelista, os abusos tiveram início quando a criança tinha nove anos de idade e se estenderam até os 13 anos.

O histórico colhido pelas autoridades aponta que o suspeito convivia com a vítima desde que ela tinha dois anos de idade. Em depoimento prestado por meio de escuta especializada, a adolescente relatou que os episódios ocorriam frequentemente durante a madrugada, aproveitando-se da ausência da mãe. O relato detalha que o agressor utilizava momentos cotidianos, como o horário do banho, para praticar atos libidinosos. A vítima confessou que o silêncio durante esses anos foi motivado pelo medo, devido ao comportamento agressivo que o padrasto demonstrava no ambiente familiar.

Nos últimos registros da violência, o homem teria passado a realizar toques por cima da vestimenta da jovem e a desferir agressões físicas, como tapas. A autoridade policial ressaltou que a legislação brasileira tipifica qualquer ato libidinoso contra menores de 14 anos como estupro de vulnerável, sendo irrelevante se houve ou não conjunção carnal ou contato direto com a pele.

Durante o interrogatório policial, o suspeito negou todas as acusações apresentadas. Em uma tentativa de se eximir da responsabilidade, o homem chegou a atacar a honra da vítima, utilizando o argumento de que a adolescente seria "assanhada". A estratégia de culpabilização da vítima foi prontamente rechaçada pela Polícia Civil. Após o cumprimento do mandado de prisão, o indivíduo foi encaminhado à unidade prisional, onde permanece à disposição do Poder Judiciário. A família e a adolescente recebem agora acompanhamento e medidas protetivas previstas em lei. Com informações: Terra MT Digital




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