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Hoje é Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2026.
O novo salário mínimo nacional, fixado em R$ 1.621, começou a ser pago nesta segunda-feira (2) aos trabalhadores brasileiros. O valor já pode ser conferido no contracheque referente ao mês de janeiro e representa um reajuste de 6,79%, equivalente a um aumento de R$ 103 em relação ao piso anterior.
O reajuste foi oficializado por meio do Decreto nº 12.797/2025 e segue a política de valorização do salário mínimo adotada pelo governo federal. A fórmula de cálculo considera a variação da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), respeitando o limite estabelecido pelo novo arcabouço fiscal, que restringe o ganho real a até 2,5% acima da inflação do ano anterior.
Os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que recebem o piso previdenciário começaram a receber o novo valor a partir do dia 26 de janeiro. O calendário de pagamentos segue até sexta-feira (6), conforme o número final do cartão de benefício, desconsiderando o dígito verificador.
Com o novo piso, o salário mínimo em 2026 passa a valer R$ 1.621 por mês, R$ 54,04 por dia e R$ 7,37 por hora. O cálculo do reajuste considerou inflação de 4,18% medida pelo INPC, somada ao crescimento real do PIB de 3,4%, limitado pelo teto fiscal, resultando no reajuste total de 6,79%.
De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o aumento do salário mínimo impacta diretamente cerca de 61,9 milhões de brasileiros. A estimativa é de que o reajuste injete R$ 81,7 bilhões na economia ao longo de 2026. Ao considerar também a isenção do Imposto de Renda, o impacto econômico total pode chegar a R$ 110 bilhões. Por outro lado, o governo estima um custo adicional de R$ 39,1 bilhões para a Previdência Social.
Além de beneficiar trabalhadores que recebem o piso nacional, o novo salário mínimo serve como referência para diversos benefícios previdenciários, assistenciais e trabalhistas, como aposentadorias, pensões, seguro-desemprego e salário-família.
No INSS, os benefícios no valor de um salário mínimo tiveram reajuste integral de 6,79%, passando para R$ 1.621. Para quem recebe acima do piso, o reajuste aplicado foi de 3,90%, correspondente ao INPC de 2025. O teto previdenciário foi fixado em R$ 8.475,55.
As contribuições previdenciárias dos trabalhadores com carteira assinada seguem a tabela progressiva, com alíquotas que variam de 7,5% a 14%, conforme a faixa salarial. Para autônomos, contribuintes facultativos e microempreendedores individuais (MEI), os valores de contribuição também foram atualizados, com o plano normal de 20% fixado em R$ 324,20 e o plano de baixa renda e MEI em R$ 81,05.
O seguro-desemprego, reajustado pelo INPC de 3,90% desde 11 de janeiro, passa a ter parcela mínima de R$ 1.621 e máxima de R$ 2.518,65, variando conforme o salário médio do trabalhador. Já o salário-família foi fixado em R$ 67,54 por dependente, pago a trabalhadores com renda mensal de até R$ 1.980,38. Com informações: Agência Brasil
