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Padrasto vira réu por manter enteada em cárcere privado e cometer abusos sistemáticos por 22 anos no Paraná

Acusado responderá por sete crimes e pode pegar pena superior a 100 anos de prisão; vítima relata ameaças e exploração sexual sob monitoramento de câmeras.
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Policiais entram na residência em Araucária onde a vítima era monitorada por câmeras e mantida em cárcere privado pelo padrasto (Foto: Reprodução/Câmera de segurança) Por: Editorial | 30/01/2026 15:35

A Justiça do Paraná aceitou a denúncia oferecida pelo Ministério Público contra um homem de 51 anos, acusado de manter a enteada em cárcere privado e submetê-la a abusos sexuais por mais de duas décadas em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. O réu, que está preso preventivamente desde o dia 16 de setembro, responderá por sete crimes: estupro de vulnerável, estupro majorado, estupro coletivo majorado, registro não autorizado da intimidade sexual, perseguição, dano emocional contra a mulher e cárcere privado qualificado. Estima-se que a vítima tenha sido abusada mais de 70 vezes e, caso seja condenado por todas as infrações, a pena pode ultrapassar os 100 anos de reclusão.

O caso foi revelado após a vítima, hoje com 29 anos, conseguir fugir do local onde era mantida e procurar as autoridades. Em depoimento, ela relatou que os abusos começaram quando tinha apenas 14 anos. Na época, o padrasto a retirava de casa sob o pretexto de levá-la à escola, mas a conduzia a motéis onde ocorria a exploração sexual envolvendo terceiros. A mulher relatou que o agressor filmava os atos para satisfação própria e a agredia fisicamente caso ela demonstrasse desagrado ou resistência. Aos 16 anos, a vítima engravidou e passou a sofrer ameaças constantes contra sua vida e a de seus familiares para que não denunciasse o crime.

Durante as investigações, a polícia apreendeu o celular do suspeito e encontrou vídeos dos abusos na pasta de itens arquivados, além de áudios em que o homem proferia ameaças graves após notar a ausência da jovem. Na residência do réu, foram localizadas câmeras de segurança utilizadas para monitorar os passos da vítima. Em sua defesa perante a delegacia, o acusado alegou que as relações eram consensuais e que as gravações ocorriam por iniciativa da enteada, afirmações que contrastam com o material probatório colhido pelos investigadores.

O advogado e assistente de acusação, Jackson Bahls, classificou o episódio como o mais perturbador de sua carreira, destacando que há mais de 20 pessoas sendo investigadas por participação nos abusos. A prioridade atual do processo é a preservação psicológica da vítima e a garantia de que o réu permaneça detido. Em entrevista, a mulher expressou o medo contínuo de sofrer represálias, afirmando que sua única busca é por justiça e pela garantia de que o agressor seja mantido distante de sua família de forma permanente.Com informações: Banda B




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