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País fecha 2025 com menor taxa de desemprego da história e renda do trabalho atinge recorde

Taxa de desocupação cai para 5,1%, população ocupada chega a 103 milhões e massa de rendimento alcança R$ 361,7 bilhões, segundo dados do IBGE.
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Gráfico mostra a evolução da taxa de desemprego no Brasil e destaca o menor índice da série histórica registrado em 2025 (Foto: Divulgação IBGE) Por: Editorial | 30/01/2026 14:40

O Brasil encerrou o ano de 2025 com a menor taxa de desemprego já registrada na série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do IBGE. O índice de desocupação ficou em 5,1% em dezembro, consolidando o melhor resultado desde o início da pesquisa, em 2012. Na média anual, a taxa de desemprego recuou de 6,6% em 2024 para 5,6% em 2025, refletindo uma trajetória consistente de melhora no mercado de trabalho.

A força de trabalho do país atingiu 103 milhões de pessoas ocupadas em 2025, número recorde na série histórica. Em comparação, em 2024 eram 101,3 milhões, e em 2012, 89,3 milhões. O nível de ocupação, que representa o percentual de pessoas ocupadas em relação à população em idade de trabalhar, também alcançou o maior patamar já observado, chegando a 59,1%.

Segundo o IBGE, a queda no desemprego foi sustentada principalmente pela expansão da ocupação no setor de serviços, sem aumento relevante nos indicadores de subutilização da força de trabalho ou desalento. A coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do instituto, Adriana Beringuy, destacou que o avanço ocorreu em segmentos com maior formalização, escolaridade e rendimentos mais elevados.

A taxa anual de subutilização da força de trabalho caiu para 14,5% em 2025, o menor nível da série histórica. O número de pessoas subutilizadas recuou de 18,7 milhões em 2024 para cerca de 16,6 milhões em 2025, embora ainda permaneça acima do mínimo histórico registrado em 2014. Nos anos mais críticos da pandemia de Covid-19, esse contingente chegou a ultrapassar 32 milhões de pessoas.

O rendimento médio real habitual dos trabalhadores também bateu recorde, alcançando R$ 3.560 em 2025, um crescimento de 5,7% em relação ao ano anterior. Já a massa de rendimento real habitual somou R$ 361,7 bilhões, o maior valor da série histórica, com alta de 7,5% na comparação com 2024. O aumento foi impulsionado tanto pela expansão do emprego quanto pela valorização do salário mínimo e pelo crescimento em setores com melhores salários.

Entre os segmentos que mais contribuíram para o avanço da ocupação estão as áreas de informação, comunicação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, além da administração pública, educação, saúde e serviços sociais. Esses setores concentram trabalhadores com vínculos mais estáveis e rendimentos mais altos, impactando positivamente a média salarial nacional.

O número de empregados do setor privado com carteira assinada chegou a 38,9 milhões em 2025, um novo recorde, com acréscimo de aproximadamente 1 milhão de trabalhadores em relação a 2024. Por outro lado, houve leve redução no contingente de trabalhadores sem carteira assinada e de empregados domésticos. O total de trabalhadores por conta própria alcançou 26,1 milhões, o maior número da série, representando crescimento de 2,4% em um ano.

A taxa de informalidade caiu para 38,1% em 2025, mantendo tendência de redução, embora ainda represente uma característica estrutural do mercado de trabalho brasileiro, especialmente em setores como comércio e serviços de menor complexidade.

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(Foto: Divulgação IBGE)

No recorte trimestral de outubro a dezembro de 2025, a taxa de desocupação permaneceu em 5,1%, com queda em relação ao trimestre anterior e ao mesmo período de 2024. O comércio e a administração pública foram alguns dos setores que apresentaram crescimento no número de trabalhadores, enquanto o segmento de serviços domésticos registrou retração.

A Pnad Contínua é a principal pesquisa sobre o mercado de trabalho no Brasil e abrange cerca de 211 mil domicílios em 3.500 municípios. Os dados reforçam o cenário de fortalecimento do emprego formal, crescimento da renda e melhora geral nos indicadores do mercado de trabalho ao longo de 2025. Com informações: Agência GOV




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