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Hoje é Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2026.
As buscas pela menina Alice Maciel, de 4 anos, desaparecida no distrito de Bituri, zona rural de Jeceaba, na região Central de Minas Gerais, seguem mobilizando uma grande força-tarefa formada pelo Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Defesa Civil e voluntários. Segundo informações oficiais, a área já mapeada para varredura equivale a cerca de 40 campos de futebol, o que evidencia a complexidade e a extensão do território envolvido na operação.
A criança desapareceu na tarde de quinta-feira, 29 de janeiro de 2026, por volta das 14h30, enquanto estava na casa da avó. Desde então, equipes especializadas realizam buscas contínuas com o objetivo de localizar a menina o mais rapidamente possível, considerando sua idade, vulnerabilidade e o tempo decorrido desde o sumiço.
A operação conta com aproximadamente 44 militares treinados em salvamento terrestre, além do apoio de cinco cães farejadores especializados na localização de pessoas desaparecidas. Para ampliar o alcance das buscas, drones equipados com câmeras de alta resolução e sensores térmicos estão sendo utilizados, permitindo a inspeção de áreas de mata fechada, regiões alagadas e pontos de difícil acesso.
Também são empregados equipamentos portáteis de detecção térmica e técnicas de rastreamento para identificar possíveis sinais da criança. Até o momento, cerca de 16 hectares dos 40 considerados prioritários já foram completamente vistoriados, e novas áreas podem ser incorporadas ao plano de buscas conforme a evolução dos trabalhos.
O terreno da região apresenta diversos obstáculos, incluindo relevo íngreme, mata densa, lavouras de milho, plantações de eucalipto, pastagens e trechos alagados. Além disso, as chuvas intensas registradas nos últimos dias têm dificultado o deslocamento das equipes, reduzido a visibilidade e alterado possíveis vestígios, como pegadas ou rastros que poderiam auxiliar na investigação.
Alice Maciel é diagnosticada com transtorno do espectro autista, o que aumenta a preocupação das autoridades, já que crianças com esse perfil podem apresentar dificuldades de comunicação, orientação e percepção de perigo. Especialistas alertam ainda para riscos associados à exposição prolongada ao ambiente, como desidratação, hipotermia e possíveis acidentes naturais.
A família da criança segue mobilizando a comunidade local e fez apelos públicos por meio das redes sociais e da imprensa, pedindo apoio e compartilhamento de informações que possam contribuir para localizar a menina. Moradores da região também participam de forma voluntária, auxiliando nas buscas sob orientação das equipes oficiais.
As autoridades reforçam o pedido para que qualquer informação relevante seja comunicada imediatamente aos órgãos responsáveis e alertam para que pessoas não realizem buscas por conta própria em áreas de risco, a fim de não comprometer o trabalho técnico nem colocar vidas em perigo. As operações continuam sem previsão de encerramento.
