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Hoje é Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2026.
O recente registro de novos casos do vírus Nipah na Índia reacendeu o debate sobre o potencial de o patógeno provocar uma nova pandemia global, semelhante ou até mais grave do que a Covid-19. Sempre que surgem surtos de vírus altamente letais, autoridades de saúde e especialistas em doenças infecciosas avaliam o risco de disseminação em larga escala.
O vírus Nipah é considerado raro, mas preocupa devido à gravidade dos quadros clínicos e à alta taxa de mortalidade, que pode variar entre 40% e 75% dos infectados, segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde. Outro fator de alerta é a inexistência de vacina ou tratamento específico, o que torna cada novo surto um desafio para os sistemas de saúde.
Classificado como um vírus zoonótico, o Nipah é transmitido inicialmente de animais para humanos, especialmente por meio de morcegos e porcos, além do consumo de alimentos contaminados. Em situações específicas, também pode ocorrer transmissão entre pessoas, principalmente em contextos de contato próximo e prolongado, como em ambientes familiares ou hospitalares. Essa possibilidade de transmissão humana é um dos pontos de maior atenção entre especialistas.
Os sintomas iniciais da infecção costumam se assemelhar aos de uma gripe comum, incluindo febre, dor de cabeça, dores no corpo e vômitos. Em casos mais graves, a doença pode evoluir rapidamente para complicações neurológicas severas, como inflamação do cérebro, convulsões, alteração do nível de consciência e coma. A rapidez dessa progressão contribui para os altos índices de mortalidade observados em surtos anteriores.
Nos casos mais recentes na Índia, autoridades de saúde informaram que as cadeias de transmissão foram identificadas e que pessoas que tiveram contato com os infectados estão sendo monitoradas e mantidas em isolamento preventivo. Até o momento, não há registros de disseminação internacional relacionados a esse episódio, embora países da Ásia tenham reforçado protocolos de vigilância em aeroportos, fronteiras e serviços de saúde.
O histórico do vírus Nipah inclui surtos fatais em diferentes períodos, com destaque para um episódio ocorrido em 2018 no sul da Índia, que exigiu medidas emergenciais para conter a propagação. Desde então, o vírus passou a integrar listas de patógenos com potencial para gerar emergências de saúde pública, mantendo-se sob monitoramento constante de organismos internacionais.
Apesar das preocupações, especialistas avaliam que o risco de o Nipah desencadear uma pandemia global nos moldes da Covid-19 é considerado baixo no momento. A principal razão é a limitação da transmissão sustentada entre humanos, que não ocorre de forma ampla ou eficiente. Além disso, a ausência de infecções assintomáticas facilita a identificação dos casos e o isolamento rápido dos pacientes, o que contribui para o controle dos surtos.
Autoridades de saúde reforçam que a vigilância contínua, o monitoramento de novos casos e a rápida resposta a surtos são fundamentais para reduzir riscos e impedir uma disseminação em larga escala. Com informações: Bacci Notícias
