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OMS classifica presunto como agente cancerígeno e reforça alerta sobre carnes processadas

Alimentos como presunto, bacon e salsicha entram no Grupo 1 de carcinógenos, com evidência científica de ligação ao câncer colorretal.
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Presunto e outras carnes processadas foram classificados pela OMS como agentes cancerígenos com evidência científica de risco à saúde (Foto: Divulgação) Por: Editorial | 30/01/2026 10:52

A Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o presunto e outras carnes processadas no Grupo 1 de agentes carcinogênicos, a categoria que reúne substâncias com comprovação científica de que causam câncer em humanos. A decisão foi tomada pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC) após análise de um amplo conjunto de estudos que demonstram a relação entre o consumo desses alimentos e o aumento do risco de câncer, especialmente o câncer colorretal.

Embora a classificação seja a mesma atribuída ao cigarro, a OMS esclarece que isso não significa que os níveis de risco sejam equivalentes. O enquadramento no Grupo 1 indica a força das evidências científicas, e não a intensidade do dano. O tabagismo continua sendo um fator de risco muito mais elevado e abrangente, mas o consumo frequente de carnes processadas também representa uma ameaça relevante à saúde pública.

De acordo com especialistas, os métodos de processamento, como cura, defumação e adição de conservantes, contribuem para a formação de compostos potencialmente nocivos. Durante a digestão, essas substâncias podem gerar agentes químicos capazes de danificar o DNA das células intestinais, aumentando a probabilidade de mutações associadas ao desenvolvimento de câncer.

Produtos como presunto, salsicha, bacon e outros embutidos costumam conter nitritos e nitratos, que podem se transformar em compostos carcinogênicos no organismo. Além disso, dietas ricas em carnes processadas estão relacionadas ao estresse oxidativo, à inflamação crônica e ao aumento do peso corporal, fatores que também elevam o risco de câncer. Outro ponto destacado é que o consumo excessivo desses alimentos pode reduzir a ingestão de itens protetores, como frutas, verduras e fibras.

A OMS enfatiza que o risco depende da quantidade e da frequência de consumo. A recomendação é priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, manter uma alimentação equilibrada, rica em fibras, e limitar o consumo de carnes processadas a ocasiões esporádicas. Hábitos saudáveis, como a prática regular de atividades físicas e o controle do peso, também são considerados fundamentais para a prevenção de doenças.

A principal mensagem das autoridades de saúde é promover informação baseada em evidências científicas, estimulando escolhas alimentares mais conscientes e voltadas à redução do risco de câncer, sem gerar pânico, mas reforçando a importância da prevenção. Com informações: Bacci Notícias




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