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Hoje é Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2026.
A irregularidade das chuvas e a previsão de precipitações abaixo da média histórica nos próximos dias deixaram produtores rurais da região sul de Mato Grosso do Sul em estado de alerta. A preocupação é maior porque o cenário climático coincide com o estádio fenológico R5 da soja, fase marcada pelo início do enchimento de grãos.
Segundo especialistas, a restrição de água nesse período é crítica, pois pode comprometer diretamente a formação e o peso dos grãos, refletindo em perdas de produtividade e redução do rendimento final das lavouras.
Levantamento do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (CEMTEC) mostra que, entre 1º e 26 de janeiro, diversos municípios da região sul registraram volumes de chuva abaixo da média histórica. Em Fátima do Sul, por exemplo, o déficit hídrico chegou a 62%, com apenas 67 milímetros acumulados no período.
Historicamente, o volume esperado de precipitação para Mato Grosso do Sul entre fevereiro, março e abril varia de 300 a 500 milímetros, considerando séries climatológicas de 30 anos. No entanto, as projeções indicam manutenção de chuvas irregulares e, em grande parte do Estado, volumes abaixo da média ao longo do trimestre.
Colheita
Até o momento, a colheita alcançou apenas 0,7% da área total na região sul, ritmo inferior ao registrado na safra passada. O avanço mais lento reflete diretamente as condições climáticas desfavoráveis e o desenvolvimento irregular das lavouras neste ciclo.
A expectativa é de que o pico da colheita ocorra entre o início de fevereiro e a metade de março, com encerramento dos trabalhos em maio. Para a safra atual, a estimativa é de uma produção estadual de 15,1 milhões de toneladas, com produtividade média de 52,8 sacas por hectare. Com informações: CEMTEC.
