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Hoje é Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2026.
Uma mulher está sendo investigada pela Polícia Civil de Campo Grande sob a suspeita de maus-tratos e exposição de risco a seu filho, um menino de apenas 5 anos. A investigação teve início nesta quinta-feira (29), após uma denúncia formalizada pela avó e pelos tios da criança, que relataram um cenário de negligência e violência. Policiais militares foram deslocados até a Rua Palmitais, no Jardim Centro-Oeste, onde localizaram o menor sem a supervisão da mãe. Segundo os familiares, a mulher seria usuária de cocaína e utilizaria o trabalho sexual com desconhecidos como fonte de renda, frequentemente levando o filho para os locais onde realizava os atendimentos.
A denúncia que mobilizou as autoridades indicava que o menino teria sido deixado sozinho em uma residência por três dias consecutivos. Em depoimento, a avó e a tia da criança afirmaram que o garoto relatou ter presenciado a mãe mantendo relações sexuais em construções abandonadas. O menino teria descrito os locais como "fedidos e sujos", frequentados por homens de "aparência feia", demonstrando nítido nervosismo e abalo psicológico ao saber que ficaria sob os cuidados exclusivos da genitora. Além do impacto emocional, os parentes relataram que a criança sofria agressões físicas sem motivação aparente e não recebia os cuidados básicos de higiene e alimentação.
De acordo com os relatos da família, a mulher costuma retornar para casa em estado de surto devido ao consumo de entorpecentes, o que gera conflitos constantes. Diante da situação, a avó manifestou o desejo de obter a guarda definitiva da criança, alegando que a mãe não possui condições estruturais ou psicológicas para a criação do filho, que já apresentaria traumas visíveis. A família informou que buscou orientação junto ao Conselho Tutelar antes de registrar o boletim de ocorrência na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac-Cepol).
Ao ser confrontada pelos policiais, a mãe confirmou que trabalha como garota de programa, mas negou o uso de drogas e as acusações de maus-tratos. Ela justificou que a animosidade da família decorre da não aceitação de seu quadro de depressão e surtos psicológicos, que seriam sequelas de um estupro sofrido em 2017. Sobre a ausência no momento da chegada da polícia, ela alegou que estava trabalhando para arrecadar fundos e deixar a cidade. Quanto ao pai do menino, a mulher afirmou que ele reside em Sidrolândia e abandonou a família logo após o nascimento do filho. Todos os envolvidos foram encaminhados à delegacia para a prestação de depoimentos, e o caso segue sob investigação das autoridades competentes. Com informações: Mídiamax
