|
Hoje é Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2026.
O cão comunitário Orelha, um vira-lata de aproximadamente 10 anos, conhecido na Praia Brava, em Florianópolis (SC), foi brutalmente agredido por adolescentes e morto no início de janeiro, chocando a população e gerando comoção nacional. Orelha era cuidado espontaneamente por moradores e comerciantes, que montaram casinhas e garantiam alimentação diária, tornando-se símbolo de convivência harmoniosa entre humanos e animais de rua.
O animal foi encontrado com graves ferimentos na cabeça e, apesar do atendimento veterinário, precisou ser submetido à eutanásia devido à irreversibilidade das lesões. A Polícia Civil identificou quatro adolescentes como suspeitos do crime, com indícios de que o mesmo grupo teria tentado afogar outro cão comunitário, Caramelo, que sobreviveu e foi adotado pelo delegado-geral responsável pelo caso.
O episódio ganhou repercussão nacional, com protestos na Praia Brava, manifestações de celebridades, da primeira-dama Janja Lula da Silva e do governador Jorginho Mello, além da viralização da hashtag #JustiçaPorOrelha. O Projeto Anjos de Patas destacou a importância de se importar com animais em situação de vulnerabilidade e transformou a indignação em campanhas de adoção.
Comentários nas redes sociais refletem a dor coletiva e o desejo de mudança, ressaltando a necessidade de empatia e de ações concretas: “Vamos ser a voz de quem não pode falar!”, escreveram internautas.
Em resposta à comoção, protetores independentes, ONGs e coletivos de proteção animal intensificaram campanhas de adoção consciente, incentivando a abertura de lares para cães comunitários, abandonados ou resgatados. A morte de Orelha também reacendeu debates sobre leis mais duras contra maus-tratos a animais e reforçou a importância de adotar como forma de prevenção à violência. Com informações: Estado de Minas
