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Hoje é Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2026.
O número de adultos brasileiros com diabetes aumentou 135% entre 2006 e 2024, passando de 5,5% para 12,9%. No mesmo período, hipertensão cresceu 31%, obesidade 118% e excesso de peso 47%, segundo o Vigitel 2025, que traça um panorama dos fatores de risco e proteção da população brasileira.
Em resposta a esse cenário, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançou nesta quarta-feira (28), no Rio de Janeiro, a estratégia Viva Mais Brasil. A iniciativa visa à promoção da saúde, prevenção de doenças crônicas e melhoria da qualidade de vida, com investimento de R$ 340 milhões em políticas de incentivo à atividade física. A Academia da Saúde receberá R$ 40 milhões ainda em 2026, conforme portaria assinada no lançamento.
“Com essas mudanças, virá recurso do presidente Lula para ampliar o investimento e contratar profissionais para atuarem nas academias da saúde", destacou Padilha. Segundo o ministro, os espaços com equipamentos e profissionais vinculados às unidades básicas de saúde já demonstraram redução no uso de medicamentos, incluindo ansiolíticos e antidepressivos.
O programa também amplia o custeio dos serviços, que pode chegar a R$ 10 mil, dependendo da modalidade, carga horária e número de profissionais. Atualmente, existem 1.775 Academias da Saúde no Brasil, com expectativa de credenciar mais 300 até o fim do ano.
O Viva Mais Brasil integra e fortalece políticas existentes do SUS, abrangendo alimentação saudável, prática de atividade física, cuidado integral e acesso à informação de qualidade. São 10 compromissos do programa: mais movimento; alimentação saudável; menos tabaco e álcool; saúde nas escolas; redução de doenças crônicas; mais vacinação; protagonismo e autonomia; saúde digital; cultura da paz; práticas integrativas e complementares.
Segundo Padilha, a estratégia reforça a atuação do SUS na promoção da saúde e prevenção de doenças, engajando mais de 100 mil equipes de atenção primária e outras áreas do governo. A iniciativa também valoriza comunidades, profissionais de saúde e políticas públicas locais.
O Vigitel 2025 aponta que a prática de atividade física no deslocamento caiu de 17% em 2009 para 11,3% em 2024, enquanto atividades moderadas no tempo livre aumentaram para 42,3%. O consumo de frutas e hortaliças se manteve em 31%, e dados sobre sono mostraram que 20,2% dos adultos dormem menos de seis horas por noite, com 31,7% apresentando sintomas de insônia.
O fortalecimento da Atenção Primária é estratégico para a iniciativa. Com 15 indicadores de qualidade, os municípios podem aumentar em até 30% os repasses do Ministério da Saúde, que investirá R$ 1,5 bilhão em hipertensão e diabetes em 2026. Além disso, o Novo PAC Saúde prevê a construção de 2,6 mil UBS, entrega de 800 Unidades Odontológicas Móveis, 10 mil combos de equipamentos para UBS e 7 mil kits de telessaúde.
Na mesma agenda, o ministro assinou a Ordem de Serviço para a construção de uma nova maternidade de porte 1 em Japeri (RJ), com investimento de R$ 103 milhões, fortalecendo o atendimento 24 horas a mães, puérperas e crianças. Com informações: Agência GOV
