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Veneno de vespas é usado em pesquisa da UnB para desenvolvimento de medicamentos contra Alzheimer

Professora Luana Cristina Camargo coordena linhas de pesquisa que exploram peptídeos derivados da peçonha de vespa como potencial tratamento para a doença.
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Professora Luana Cristina Camargo coordena pesquisas sobre peptídeos de vespa para o desenvolvimento de medicamentos contra Alzheimer (Foto: Divulgação/UnB) Por: Editorial | 28/01/2026 14:04

Luana Cristina Camargo, bacharel em Ciências Biológicas pela Universidade de Brasília (UnB) e ex-bolsista da Capes/MEC, coordena pesquisas voltadas ao desenvolvimento de medicamentos para a Doença de Alzheimer utilizando peptídeos derivados do veneno de vespas sociais. Durante o mestrado na UnB, Camargo padronizou um modelo pré-clínico da doença induzido pela β-amiloide e iniciou o estudo do potencial terapêutico de moléculas bioinspiradas na peçonha da vespa Polybia occidentalis, denominadas octovespinas, que apresentaram efeito de inibição da agregação da β-amiloide e melhora nos déficits cognitivos em modelos animais quando administradas diretamente no cérebro.

O estudo foi expandido durante o doutorado na Alemanha, na Universidade de Düsseldorf, onde a pesquisadora padronizou novos modelos transgênicos da Doença de Alzheimer e avaliou as propriedades farmacocinéticas e farmacodinâmicas dos peptídeos desenvolvidos com a técnica de mirror-phage display. Atualmente, a pesquisa inclui a avaliação do potencial da octovespina via administração intranasal e o desenvolvimento de nanoformulações que facilitem a entrega cerebral do composto. Estudos bioinformáticos em parceria com o Instituto de Física da UnB também buscam identificar outros possíveis alvos farmacológicos da molécula.

Além do potencial terapêutico, a pesquisa de Luana Cristina visa reduzir os custos do Sistema Único de Saúde (SUS) relacionados ao tratamento da Doença de Alzheimer, valorizar a biodiversidade brasileira e disseminar informações sobre fatores de risco associados à doença. A pesquisadora destacou que a Capes/MEC contribuiu para sua formação por meio de bolsas durante a graduação, o programa Ciência Sem Fronteiras e o pós-doutorado, permitindo o desenvolvimento contínuo de novos peptídeos e modelos experimentais para estudo da doença.

Durante o pós-doutorado, Camargo iniciou também o desenvolvimento de um modelo de barreira hematoencefálica com células humanas imortalizadas, com objetivo de reduzir o uso de animais nos experimentos e otimizar o desenvolvimento de compostos que atuem no cérebro. Além disso, dois projetos de pesquisa foram aprovados pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF), resultando na criação de quatro novos compostos derivados de peptídeos naturais de animais, atualmente em fase de estudo não-clínico. Com informações: Agência GOV




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