|
Hoje é Domingo, 08 de Fevereiro de 2026.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) encerrou, nesta terça-feira (27), a "Caminhada pela Liberdade", um ato simbólico que mobilizou cerca de 18.000 pessoas em Brasília. O parlamentar percorreu a pé mais de 230 quilômetros ao longo de sete dias, tendo partido de Paracatu (MG) em 19 de janeiro. O objetivo central da mobilização foi pressionar o Congresso Nacional pela derrubada do veto presidencial à dosimetria das penas dos detidos pelos atos de 8 de janeiro de 2023, medida que impacta diretamente a situação jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente preso na Papudinha.
Embora o gesto tenha recebido apoio de governadores e parlamentares alinhados ao espectro conservador, analistas políticos ponderam que a eficácia prática da marcha para os planos eleitorais de 2026 é limitada. Segundo o cientista político Lucas Fernandes, da BMJ Consultores Associados, mesmo uma eventual vitória legislativa no tema da dosimetria não teria o condão de reverter a inelegibilidade de Bolsonaro a tempo das próximas eleições. Além disso, observa-se um movimento do próprio ex-presidente em projetar o senador Flávio Bolsonaro para a disputa majoritária, o que torna o cenário político mais complexo.
Especialistas apontam que, enquanto a marcha funciona como uma ferramenta poderosa de reengajamento da base fiel, ela pouco avança na conquista de eleitores moderados. Para Murilo Medeiros, cientista político da UnB, o principal beneficiário da mobilização acaba sendo o próprio Nikolas Ferreira, que se firma como uma liderança capaz de converter engajamento digital em massa crítica nas ruas. Esse protagonismo ascendente, contudo, pode intensificar atritos internos e descentralizar o comando da direita, gerando rusgas em um ano decisivo para a reorganização do campo oposicionista. Com informações: Portal Correio
