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Hoje é Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2026.
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) emitiu um alerta à população sobre os cuidados necessários para prevenir a doença de Chagas, transmitida principalmente pelo bicho-barbeiro. Recentemente, a fase crônica da enfermidade passou a integrar a lista de agravos de notificação compulsória no Brasil, o que amplia o monitoramento e o acompanhamento dos pacientes pelo sistema público de saúde.
O bicho-barbeiro é o principal vetor da doença e exige atenção constante das autoridades sanitárias e da população. A enfermidade pode evoluir de forma silenciosa ao longo dos anos e atinge, sobretudo, populações em situação de vulnerabilidade. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença de Chagas é considerada endêmica em 21 países das Américas, incluindo o Brasil.
Com a atualização do protocolo, o Paraná passou a identificar com mais precisão os casos crônicos, garantindo vigilância epidemiológica mais eficiente e acesso ao acompanhamento adequado na rede de saúde. A medida contribui para retirar esses pacientes da invisibilidade e prevenir complicações mais graves.
“A doença de Chagas exige atenção permanente. O aumento das notificações de casos crônicos permite oferecer um cuidado mais humanizado e técnico, monitorando a saúde dos pacientes e prevenindo complicações severas ao longo dos anos”, afirmou o secretário de Estado da Saúde.
A principal forma de transmissão ocorre quando as fezes do inseto infectado pelo protozoário Trypanosoma cruzi entram em contato com mucosas, olhos ou com o local da picada. O monitoramento da presença dos barbeiros é fundamental, pois indica a proximidade do inseto com áreas habitadas.
A orientação da Sesa é que, ao encontrar o bicho-barbeiro, o morador não o esmague. O inseto deve ser capturado com as mãos protegidas por luvas ou sacola plástica e encaminhado vivo ao Posto de Informação de Triatomíneos (PIT) mais próximo, que pode funcionar em Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou na vigilância em saúde do município.
A análise laboratorial do inseto é essencial para definir a necessidade de exames nos moradores do imóvel e de possíveis intervenções químicas ou ambientais no local.
A doença de Chagas apresenta duas fases. Na fase aguda, os sintomas podem incluir febre prolongada, dor de cabeça e fraqueza, embora muitos casos sejam assintomáticos. Já na fase crônica, o parasito pode causar danos irreversíveis ao coração e ao sistema digestivo se não houver acompanhamento médico.
O tratamento é disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), conforme protocolos do Ministério da Saúde. A medicação pode ser utilizada tanto na fase aguda quanto na crônica, sendo mais eficaz quando o diagnóstico ocorre precocemente. Nos casos crônicos, a indicação do tratamento é avaliada individualmente. Com informações: Banda B.
