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Brasão húngaro em casa do Coophasul revela história de sargento escultor em Campo Grande

Imóvel chama atenção por emblema esculpido por José Rogério Magó, artista militar que deixou legado em obras públicas e quartéis.
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Brasão da família húngara esculpido por José Rogério Magó em residência no bairro Coophasul, em Campo Grande (Foto: Natália Olliver). Por: Editorial | 27/01/2026 07:54

Uma casa de fachada vinho, na Rua Atílio Banducci, no bairro Coophasul, em Campo Grande, desperta a curiosidade de quem passa pelo local. No alto do imóvel, dois leões sustentam um escudo com um brasão de origem húngara, um detalhe que transformou a residência em um pequeno mistério urbano. A peça é obra de José Rogério Magó, escultor e militar carioca que viveu na Capital sul-mato-grossense e deixou sua marca em diferentes pontos da cidade e do país.

Magó, hoje com 60 anos, chegou a Campo Grande em 2002 e permaneceu por alguns anos antes de retornar ao Rio de Janeiro. O brasão instalado na casa representa o emblema de sua família, originária do sul da Hungria, conhecida como Magyország Címer. Segundo ele, foi a única obra desse tipo feita sob medida para uma residência particular.

(Foto: Natália Olliver).

Além do brasão, o artista também é responsável por esculturas na entrada do Colégio Militar de Campo Grande e colaborou na confecção da escultura do Guaicurus, no Parque das Nações Indígenas. No Rio de Janeiro, produziu brasões para navios da Marinha do Brasil e para diversas organizações militares.

(Foto: Natália Olliver).

Antes de se dedicar à escultura, Magó trabalhava com marcenaria na Praia Grande, em São Paulo. Ao se mudar para Mato Grosso do Sul, perdeu a renda extra e enfrentou dificuldades financeiras. Foi nesse período que, segundo ele, uma experiência de fé o levou a iniciar na escultura, mesmo sem formação ou experiência prévia.

Após meses de prática solitária, recebeu o apoio de Anor Pereira, que reconheceu seu talento e o incentivou a produzir peças mais complexas. A partir daí, Magó passou a criar esculturas com temas históricos e militares, incluindo troféus, bustos de autoridades, monumentos e mascotes de missões oficiais, como o PROANTAR e a missão no Haiti.

(Foto: Natália Olliver).

Conhecido como o “sargento escultor”, ganhou destaque no meio militar por seu trabalho artístico, produzindo obras que hoje circulam por lojas, quartéis e instituições em diferentes estados. Em um dos maiores desafios da carreira, chegou a criar um monumento de quatro metros de altura, mesmo ainda se considerando um aprendiz.

Após 33 anos de serviço no Exército, pediu baixa em 2018 para se dedicar à família, que vivia em diferentes cidades da Hungria. Posteriormente, retornou ao Brasil e se estabeleceu em São Vicente, no litoral paulista, onde segue estudando artes e mantendo viva a prática da escultura.

(Foto: Natália Olliver).

A casa no Coophasul, hoje alugada, mantém as esculturas e o brasão por decisão dos inquilinos, que consideram as peças bonitas e simbólicas. Assim, o imóvel segue como um marco silencioso da trajetória de um artista que transformou fé, disciplina militar e criatividade em legado cultural. Com informações: Campo Grande News




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