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Zoneamento de Risco Climático da cana-de-açúcar é revisado e atualizado pelo Mapa

Nova versão do Zarc avalia mais classes de solo e atualiza séries climáticas de 1992 a 2022, definindo áreas recomendadas para produção de etanol, açúcar e outros usos.
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Esta é a primeira atualização do Zarc após a revogação do decreto que estipulava o Zoneamento Agroecológico da cana-de-açúcar (Crédito: Divulgação). Por: Editorial | 26/01/2026 16:09

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou nesta segunda-feira (26) o novo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cana-de-açúcar em sequeiro, utilizada na produção de etanol, açúcar e outros fins. Esta é a primeira atualização após a revogação do Zoneamento Agroecológico da Cana-de-Açúcar (ZAE Cana), ocorrida em 2019, sendo a última revisão do Zarc realizada em 2018.

A atualização incorporou uma metodologia aprimorada, com maior número de classes de solo e uma série temporal climática abrangendo de 1992 a 2022. A revisão inclui municípios anteriormente restritos ao financiamento público, embora, segundo o pesquisador da Embrapa Agricultura Digital, Santiago Cuadra, as mudanças tenham sido pequenas, mantendo a maior parte da Amazônia fora do zoneamento devido ao excesso de chuvas, e restringindo áreas do Pantanal devido às altas temperaturas.

Para a produção de etanol e açúcar, a cana-de-açúcar exige cerca de seis meses sem chuvas durante a colheita. Municípios de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul foram incluídos parcialmente, enquanto áreas de maior extensão no Pantanal permanecem fora do Zarc. Para outros usos, como cachaça, melaço e alimentação animal, a abrangência aumentou, com restrições apenas no semiárido nordestino e em regiões de maior altitude de Santa Catarina e sul de Minas Gerais, onde geadas são frequentes.

A cana-de-açúcar concentra-se principalmente na região Centro-Sul, com São Paulo abrigando cerca de 50% das lavouras, seguido por Goiás (11%) e Minas Gerais (10%). O novo Zarc classifica as regiões de acordo com o risco de perdas de 20%, 30%, 40% e acima de 40%, considerando a capacidade de armazenamento de água do solo, regime de chuvas, ocorrência de geadas e produtividade esperada, com base em açúcar total recuperado (ATR) de referência de 135 kg/tonelada de colmo.

Além do Zarc para cana-de-açúcar em sequeiro, as portarias para áreas irrigadas publicadas em 2022 continuam válidas. O Zarc é um importante instrumento de mitigação de risco climático, orientando produtores, políticas públicas e instituições financeiras. Seu cumprimento é obrigatório em linhas de crédito rural acima de R$ 200 mil. O zoneamento pode ser consultado pelo aplicativo Zarc Plantio Certo, disponível para Android e IOS, ou pelo Painel de Indicação de Riscos do Zarc. Com informações: Dourados News




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