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Hoje é Terça-feira, 27 de Janeiro de 2026.
A transição da tração para a escala continua sendo um dos maiores desafios enfrentados pelas startups brasileiras. Dados do Sebrae Startups mostram que a maioria das empresas ainda se concentra nas fases iniciais, com poucas conseguindo atingir o estágio de crescimento sustentável.
Segundo Cristina Mieko, head de startups do Sebrae, o desafio em 2026 não será mais começar uma startup, mas sim escalar. “O diferencial das empresas será a capacidade de estruturar canais de aquisição, comprovar um modelo de receita sustentável e implementar uma lógica de expansão repetível e eficiente”, afirma.
Na fase de tração, a startup encontra seu mercado — o chamado product-market fit — e cresce com consistência. A escala, por outro lado, exige que o crescimento se torne sistemático, sustentado por processos replicáveis, estrutura organizacional madura e previsibilidade de receita. Enquanto a tração pode ser conduzida pelo esforço individual dos fundadores, a escala requer time, tecnologia, capital e processos claros.
Cristina Mieko observa que muitas startups ficam presas no estágio de tração porque os métodos iniciais deixam de ser eficazes quando a operação precisa de escalabilidade. “Existe um abismo entre crescer com improviso e crescer com consistência. É nesse abismo que muitas startups promissoras acabam ficando pelo caminho”, diz.
O Sebrae Startups identifica três pilares essenciais para escalar em 2026:
Domínio dos canais de aquisição: Construir canais escaláveis e previsíveis de aquisição e retenção de clientes, apoiados por dados, marketing, vendas e atendimento estruturados.
Modelo de receita comprovado: Validar que clientes pagam e que o negócio tem margem para crescer, usando métricas, testes de precificação e MVPs para reduzir riscos de crescimento ilusório.
Lógica de expansão estruturada: Sistematizar processos, organizar equipes, utilizar ferramentas de automação e governança para replicar resultados com eficiência.
Para o próximo ano, o ambiente de negócios para startups deve se tornar mais exigente, premiando empresas que dominarem a ciência do crescimento, e não apenas a inovação, segundo especialistas. Com informações: Agência Sebrae
