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Hoje é Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2026.
O Brasil passa a contar com o primeiro selo Beef on Dairy, uma certificação inédita que integra genética leiteira e a raça Angus para fortalecer o mercado de carnes premium no país. A iniciativa é resultado de uma parceria entre o setor produtivo e a ciência, com participação técnica da Embrapa, e segue padrões reconhecidos internacionalmente.
Desenvolvido pela Associação Brasileira de Angus, o selo estimula o cruzamento de vacas leiteiras das raças Holandesa e Jersey com touros Angus, com o objetivo de produzir carne de qualidade superior, já valorizada em mercados internacionais. Além de atender consumidores de cortes nobres, a estratégia também amplia as oportunidades de renda para produtores de leite, que passam a contar com uma nova alternativa de comercialização dos animais.
A base científica do selo foi estruturada com o apoio da Embrapa, que contribuiu para a criação dos critérios técnicos e índices genéticos capazes de identificar os touros Angus mais indicados para o cruzamento. Esses parâmetros permitem selecionar animais com melhor desempenho em crescimento, conformação de carcaça e rendimento frigorífico, assegurando um padrão elevado de qualidade da carne.
A estratégia Beef on Dairy já é consolidada em outros países e agora começa a ganhar força no Brasil ao incentivar o uso de genética de corte em vacas leiteiras. Como essas raças não são naturalmente especializadas em características de carcaça, foram criados dois selos distintos: um específico para a raça Jersey, que exige maior atenção ao tamanho dos bezerros no parto devido ao porte menor das vacas, e outro voltado à raça Holandesa, que demanda controle para evitar animais excessivamente grandes.
A Embrapa atua por meio do Programa de Melhoramento de Bovinos de Carne, responsável por desenvolver o índice técnico que orienta a seleção dos reprodutores mais adequados. O selo também atende a uma demanda crescente das centrais de inseminação, já que grande parte do uso desses touros ocorre por meio de sêmen, agregando valor ao material genético certificado.
Representantes do setor destacam que o selo cria parâmetros claros, oferece mais transparência ao produtor e amplia a confiança do consumidor em relação à qualidade e à procedência da carne. Para o mercado, a certificação representa um avanço na agregação de valor em toda a cadeia produtiva.
Atualmente, o selo já está disponível para centrais de sêmen e criadores que utilizam touros dentro dos padrões exigidos. Os reprodutores certificados podem ser consultados em sistema público de informações mantido pela associação responsável pelo programa. Com informações: Embrapa
