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Brasil registra recorde de feminicídios em 2025, com média de quatro mulheres assassinadas por dia

País contabilizou 1.470 feminicídios no ano passado, maior número desde a criação da tipificação do crime em 2015.
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Mulheres participam de manifestação contra o feminicídio no centro de Brasília, em protesto contra a violência de gênero no país (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil). Por: Editorial | 20/01/2026 13:43

O Brasil registrou, em 2025, o maior número de feminicídios desde que o crime passou a ser oficialmente tipificado no Código Penal. De acordo com dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, foram 1.470 casos ao longo do ano, superando o recorde anterior de 2024, quando 1.464 mulheres foram assassinadas em razão de gênero. Os números revelam uma média de quatro mortes de mulheres por dia em todo o país.

O total ainda pode ser maior, já que os dados referentes ao mês de dezembro do estado de São Paulo não haviam sido atualizados na base federal até a última divulgação. As estatísticas são produzidas pelos governos estaduais e posteriormente consolidadas pelo governo federal.

Mesmo com dados incompletos, São Paulo lidera o ranking de feminicídios em 2025, com 233 casos registrados. Em seguida aparecem Minas Gerais, com 139, e Rio de Janeiro, com 104 ocorrências. Desde 2015, quando a tipificação do feminicídio foi criada, o crescimento acumulado chega a 316%. Naquele ano, foram registrados 535 casos em todo o país.

Ao longo da última década, 13.448 mulheres foram mortas pelo fato de serem mulheres, o que representa uma média anual de 1.345 crimes. No recorte de dez anos, São Paulo (1.774), Minas Gerais (1.641) e Rio Grande do Sul (1.019) concentram os maiores números absolutos.

Os dados refletem uma violência recorrente, muitas vezes associada a relações afetivas marcadas por histórico de ameaças e agressões. Casos emblemáticos ao longo de 2025 evidenciaram a gravidade do problema, como o de Tainara Souza Santos, em São Paulo, que morreu após semanas internada depois de ser atropelada pelo ex-companheiro, e o de Isabele Gomes de Macedo, no Recife, assassinada junto com seus quatro filhos após um ataque provocado pelo companheiro.

Em outubro de 2025, uma mudança no Código Penal endureceu as penas para feminicídio. A nova legislação estabelece punição de 20 a 40 anos de prisão para condenados por assassinatos de mulheres motivados por violência doméstica ou discriminação de gênero. Antes, a pena variava de 12 a 30 anos. A lei também prevê aumento da pena em situações específicas, como quando a vítima está grávida, é menor de 14 anos ou maior de 60, ou quando o crime ocorre na presença de filhos ou pais da vítima. Com informações: Agência Brasil




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