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Apenas três grandes mercados aumentaram compras de café brasileiro em 2025, apesar da queda nas exportações

Japão, Turquia e China ampliaram importações em um ano marcado por problemas climáticos e pelo tarifaço dos Estados Unidos sobre o produto brasileiro.
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O Brasil mantém a liderança como maior produtor mundial de café, mesmo com a queda no volume exportado em 2025 e mudanças no perfil dos principais mercados compradores (Foto: Chevanon Photography/Pexels). Por: Editorial | 20/01/2026 09:58

Entre os dez maiores importadores de café do Brasil, somente três países ampliaram as compras do produto em 2025, na comparação com o ano anterior. Segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Japão, Turquia e China seguiram na contramão da tendência de queda registrada na maioria dos mercados internacionais.

No período entre janeiro e dezembro de 2025, o Brasil exportou 40,049 milhões de sacas de café de 60 quilos, considerando todos os tipos do produto, com destino a 121 países. O volume representa uma retração de 20,8% em relação a 2024. Apesar da redução nas quantidades embarcadas, a receita alcançou patamar recorde, impulsionada pelos preços elevados no mercado internacional, reflexo da menor oferta global e de problemas climáticos que afetaram a produção.

Os Estados Unidos, tradicionalmente o principal destino do café brasileiro, registraram queda de 33,9% nas importações em 2025, impacto atribuído principalmente ao tarifaço imposto ao Brasil, que permanece em vigor para o café solúvel. Com isso, o país deixou a liderança no ranking de importadores. A Alemanha assumiu a primeira posição, embora também tenha reduzido as compras em 28,7% no mesmo período.

Em meio a esse cenário adverso, o Japão se destacou como o quarto maior comprador de café brasileiro em 2025, com importações superiores a 2,6 milhões de sacas, um crescimento de 19,4% em relação a 2024. De acordo com o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, o aumento está relacionado à recomposição de estoques por parte dos importadores japoneses, que haviam reduzido as compras anteriormente por estarem bem abastecidos.

A Turquia, sexta maior importadora do café brasileiro, também ampliou as aquisições, com alta de 3,26% em 2025. Segundo o Cecafé, parte desse volume atende ao consumo interno, enquanto outra parcela é destinada à redistribuição do produto para países da região, inclusive mercados afetados por conflitos armados.

Já a China apresentou um crescimento mais expressivo e consolidou sua trajetória de expansão no consumo de café. Em 2025, o país aumentou em 19,49% as compras de café brasileiro, totalizando cerca de 1,1 milhão de sacas, o que o colocou na décima posição entre os maiores importadores do produto. Atualmente, a China é o sexto maior consumidor de café do mundo, de acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O Cecafé destaca que o mercado chinês tem priorizado o café arábica brasileiro, impulsionado principalmente pelo aumento do consumo entre os jovens e pelas mudanças nos hábitos alimentares da população urbana. Com informações: g1




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