|
Hoje é Terça-feira, 13 de Janeiro de 2026.
O mercado de carne suína começou 2026 com menor dinamismo após o período de festas de fim de ano. De acordo com a análise da Safras & Mercado, os preços da proteína apresentaram estabilidade na primeira semana do ano, tanto no quilo do suíno vivo quanto nos principais cortes comercializados no atacado.
Segundo o analista Fernando Iglesias, a desaceleração da demanda é comum no primeiro trimestre e ocorre em movimento contrário ao observado no mercado de carne de frango, que tende a ganhar espaço no consumo doméstico neste período.
“A carne suína sofre com a descapitalização da população e também com as altas temperaturas, que desestimulam o consumo da proteína in natura”, explica Iglesias.
Com a retração na procura por cortes frescos, a tendência é de maior concentração do consumo em embutidos, como presunto, mortadela, linguiça e salsicha, produtos que costumam manter maior estabilidade mesmo em períodos de menor demanda. Esse comportamento, segundo a Safras & Mercado, deve se manter ao longo de todo o primeiro trimestre de 2026, acompanhando o padrão sazonal do mercado brasileiro.
Levantamento da consultoria aponta leve recuo no preço médio nacional do quilo do suíno vivo, que passou de R$ 8,00 para R$ 7,92 na semana. No atacado, o pernil foi cotado a R$ 13,14, enquanto a carcaça suína registrou média de R$ 12,37.
Entre os estados, os preços apresentaram estabilidade ou pequenas quedas. Em São Paulo, a arroba recuou de R$ 170,00 para R$ 167,00. No Rio Grande do Sul, os valores permaneceram estáveis na integração, em R$ 6,75, e caíram no interior, de R$ 8,59 para R$ 8,50. Santa Catarina manteve R$ 6,70 na integração e registrou queda no interior, para R$ 8,40. No Paraná, o mercado livre teve leve baixa, com o quilo vivo a R$ 8,35. Em Mato Grosso do Sul, os preços ficaram estáveis em R$ 8,00 em Campo Grande e R$ 6,70 na integração. Goiás e Minas Gerais não tiveram alterações, com valores entre R$ 8,20 e R$ 8,70, enquanto Mato Grosso manteve R$ 8,00 em Rondonópolis.
Apesar do cenário interno mais fraco, o desempenho das exportações segue sustentando o setor. Em dezembro de 2025, o Brasil exportou 118,6 mil toneladas de carne suína in natura, com faturamento de US$ 300,7 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Na comparação com dezembro de 2024, as médias diárias cresceram 25,6% em volume e 25,9% em valor, com preço médio de US$ 2.535,20 por tonelada.
A perspectiva para os primeiros meses de 2026 é de menor rentabilidade para os produtores, com expectativa de recuperação gradual a partir do segundo trimestre, impulsionada por temperaturas mais amenas e pela recomposição da demanda interna. Até lá, o mercado externo deve seguir como o principal fator de equilíbrio para a suinocultura brasileira. Com informações: Portal do Agronegócio.
