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Hoje é Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2026.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez novas ameaças a Cuba neste domingo (11) por meio de publicações na rede social Truth Social. Entre as declarações, o líder norte-americano afirmou que a ilha deixará de receber petróleo proveniente da Venezuela, acusando o governo cubano de prestar “serviços de segurança” aos últimos governos venezuelanos em troca do fornecimento de energia e recursos financeiros.
Trump disse ainda que o envio de petróleo venezuelano a Cuba teria sido interrompido após a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no início de janeiro. Segundo ele, a maioria dos cubanos que atuavam como seguranças pessoais do líder venezuelano teria morrido durante a operação. O presidente dos Estados Unidos declarou também que a Venezuela passaria a contar com a proteção militar norte-americana e fez um alerta direto ao governo cubano, sugerindo que Havana “faça um acordo antes que seja tarde demais”.
As declarações provocaram reação imediata do presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, que se manifestou nas redes sociais. Em resposta, o líder cubano afirmou que Cuba é uma nação “livre, independente e soberana” e que não aceitará imposições externas. Ele destacou que o país não agride outras nações, mas se prepara para se defender, lembrando que Cuba sofre há mais de seis décadas com sanções e pressões impostas pelos Estados Unidos.
Díaz-Canel também rebateu as críticas relacionadas às dificuldades econômicas enfrentadas pela população cubana, afirmando que elas são resultado direto das políticas de bloqueio e asfixia econômica promovidas por Washington ao longo dos anos. Para o presidente, os Estados Unidos não têm legitimidade para acusar Cuba, pois transformariam “tudo em negócio, inclusive vidas humanas”.
O líder cubano concluiu dizendo que as reações contra a ilha refletem a insatisfação com a decisão soberana do povo cubano de escolher seu próprio modelo político, reforçando a posição do país em defesa de sua autonomia e independência. Com informações: Agência Brasil.
