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Hoje é Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2026.
A recente operação militar do governo dos Estados Unidos para capturar e prender o presidente venezuelano Nicolás Maduro gerou reações intensas no cenário político brasileiro, especialmente entre setores da oposição. Dividida e sem um discurso unificado para a próxima campanha eleitoral, a oposição encontrou no episódio um fator de animação. A ação militar contra Maduro foi vista como uma oportunidade de ataque ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, segundo críticos, falhou na tentativa de mediar um acordo entre os EUA e a Venezuela.
O governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas, nome favorito do Centrão e de parte da elite econômica para disputar a Presidência, comentou o ocorrido. Para ele, o fim do ciclo político de Maduro, considerado uma ameaça à estabilidade da América Latina, representa o encerramento de um "ciclo ruim" também para o Brasil. Tarcísio também expressou a esperança de que a queda do presidente venezuelano seja apenas o começo de uma onda que levará à derrocada da esquerda no Brasil, reforçando o tom crítico em relação à política externa de Lula.
Por outro lado, o senador Flávio Bolsonaro (PL), escolhido por seu pai para ser o candidato à Presidência, não perdeu tempo em usar a operação como um ponto de ataque. Flávio acredita que Maduro, caso seja preso, pode colaborar com a Justiça americana, oferecendo uma delação que envolva Lula e outros membros do Partido dos Trabalhadores. Para o senador, essa possível delação exporia uma aliança corrupta entre o chavismo e o PT, o que abriria caminho para um rompimento entre Trump e o governo brasileiro, dificultando uma possível reeleição de Lula.
O caso segue repercutindo, com essas declarações de figuras políticas sendo acompanhadas de perto, enquanto o Brasil observa as consequências do cenário político internacional sobre a campanha presidencial de 2026. Com informações de Veja Abril
