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Hoje é Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2026.
O governo da Venezuela informou nesta sexta-feira (9) que iniciou um “processo exploratório diplomático” com os Estados Unidos com o objetivo de restabelecer as relações diplomáticas entre os dois países, interrompidas desde 2019. A medida foi anunciada em comunicado pelo chanceler Yván Gil e inclui a intenção de abordar, entre outros temas, a denúncia de “agressão e o sequestro do Presidente da República e da Primeira-Dama”, além de uma agenda de trabalho bilateral de interesse mútuo.
O anúncio ocorre em meio a uma crise sem precedentes na relação entre Caracas e Washington, desencadeada após uma operação militar dos Estados Unidos na Venezuela que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, no último sábado (3). O governo venezuelano classificou a ação como uma “agressão criminosa, ilegítima e ilegal”, que teria deixado mais de cem mortos, entre civis e militares, e violado o direito internacional.
Apesar das acusações, Caracas sinalizou que pretende enfrentar a situação pela via diplomática, enfatizando a defesa da soberania nacional e a “diplomacia de paz”. Autoridades venezuelanas confirmaram que uma delegação dos Estados Unidos já está em Caracas para avaliações técnicas e logísticas, e que representantes venezuelanos também devem viajar a Washington como parte das negociações.
A crise gerou repercussões regionais e internacionais, com o Senado dos Estados Unidos aprovando uma resolução que limita o uso da força militar contra a Venezuela, e líderes latino-americanos manifestando preocupação com a escalada do conflito. A retomada das conversações representa um giro importante nas relações bilaterais e um esforço conjunto para evitar uma maior escalada de tensões no continente. Com informações: Agência Brasil.
