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Inflação do prato feito desacelera em 2025, mas carnes devem pesar mais no bolso em 2026

Queda nos preços de arroz e feijão ajudou a conter a inflação dos alimentos no último ano, enquanto carnes, frango e ovos tendem a ficar mais caros em 2026.
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Depois de subir 7% em 2024, a inflação de alimentos desacelerou em 2025 e fechou o ano com alta de 2,9%, segundo dados do IBGE (Foto: Reprodução). Por: Editorial | 10/01/2026 07:46

Após registrar alta de 7% em 2024, a inflação de alimentos perdeu força em 2025 e encerrou o ano com avanço de 2,9%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados na sexta-feira (9). O resultado reflete, principalmente, a queda nos preços de itens básicos do prato do brasileiro, como arroz e feijão, beneficiados por colheitas maiores e condições climáticas mais favoráveis.

O arroz apresentou recuo de preços impulsionado pelo aumento de 20,6% na produção da safra 2024/25, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O crescimento da área plantada e os investimentos feitos pelos produtores, estimulados pela boa rentabilidade da safra anterior, ampliaram a oferta. Especialistas avaliam que ainda há espaço para novas reduções no curto prazo, embora uma colheita menor em 2026 possa provocar leve recuperação dos preços no campo, sem impacto significativo para o consumidor.

No caso do feijão, o comportamento variou conforme o tipo. O feijão preto teve queda expressiva de preços, resultado de um aumento de 14% na produção, especialmente no Paraná e em Mato Grosso, sem crescimento equivalente da demanda. Já o feijão carioca registrou redução de 10% na safra, mas manteve preços mais estáveis, sustentados pelo consumo constante. Para 2026, a expectativa é de relativa estabilidade, com possível leve alta no feijão preto após a redução da área plantada.

As carnes, por outro lado, seguem como principal fator de pressão. Em 2025, a inflação da carne bovina desacelerou, beneficiada por uma produção recorde e pelo aumento do abate de fêmeas. Cortes como contrafilé e picanha tiveram altas bem menores do que no ano anterior. No entanto, especialistas alertam que esse cenário deve se inverter em 2026, com menor oferta de animais para abate, retenção de matrizes para reprodução e efeitos sazonais do período seco.

Além da oferta mais restrita, a expectativa é de aumento da demanda interna por carne bovina, impulsionada por fatores como eleições, Copa do Mundo e mudanças tributárias que podem elevar a renda disponível de parte da população. Esse conjunto tende a pressionar os preços, tornando o churrasco mais caro ao longo do ano.

Os preços do frango e dos ovos também permaneceram elevados. Em 2025, os ovos fecharam o ano com alta de 4%, após forte oscilação causada por aumento no custo do milho, calor intenso e maior procura. O frango, embora com inflação menor que em 2024, continuou pressionado. Para 2026, analistas avaliam que a demanda seguirá alta, já que muitos consumidores substituem a carne bovina por proteínas mais baratas, em um contexto de juros elevados e endividamento das famílias.

Assim, embora o prato feito tenha ficado mais barato em 2025 graças à queda dos grãos, o cenário para 2026 indica estabilidade para arroz e feijão, mas maior pressão sobre proteínas animais, especialmente a carne bovina. Com informações: g1




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