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Janeiro Roxo reforça combate à hanseníase com qualificação estadual sobre sinais e diagnóstico precoce

Capacitação online reúne profissionais de saúde de Mato Grosso do Sul para fortalecer a identificação precoce da doença e interromper a transmissão.
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Capacitação estadual será realizada de forma online e reúne profissionais de saúde dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul (Foto: Divulgação). Por: Editorial | 09/01/2026 15:54

Em alusão à campanha Janeiro Roxo, a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES) promove, no próximo dia 21 de janeiro, uma qualificação estadual voltada a profissionais de saúde, com foco no reconhecimento dos sinais, sintomas e no diagnóstico precoce da hanseníase.

A capacitação integra a campanha nacional “Janeiro a Janeiro: Vencer a hanseníase é cuidar do Brasil o ano inteiro”, desenvolvida em parceria com o Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Entre os principais temas abordados estão a identificação clínica da doença e a utilização do teste rápido em contatos de casos novos.

A ação será realizada para todo o Estado por meio da plataforma Telessaúde, com apoio técnico do Hospital de Referência São Julião e participação de consultores do Ministério da Saúde. O objetivo é ampliar o suporte às equipes da Rede de Atenção à Saúde e fortalecer a capacidade de resposta dos serviços no enfrentamento da hanseníase.

O webinar “Qualificação em Hanseníase” acontece das 8h30 às 10h30 (horário de Mato Grosso do Sul) e é direcionado a profissionais da saúde e coordenadores municipais dos 79 municípios do Estado. A atividade será conduzida pelo coordenador do Programa de Hanseníase do Ambulatório do Hospital São Julião, Augusto Brasil Filho, e pelos consultores Marcela Campos e Alexandre de Macedo, da Coordenação-Geral de Vigilância da Hanseníase e Doenças em Eliminação, vinculada ao Departamento de Doenças Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

Segundo a consultora em hanseníase da Gerência Estadual de Tuberculose, Hanseníase e Micoses Endêmicas da SES, Fabiana Pisano, a qualificação é estratégica para interromper a cadeia de transmissão. “O diagnóstico precoce, o tratamento oportuno e a investigação de contatos que convivem ou conviveram de forma prolongada com casos novos são fundamentais para a prevenção”, destaca.

Entre os principais sinais de alerta da hanseníase estão manchas na pele — claras ou avermelhadas — com perda ou alteração da sensibilidade ao calor, frio, dor ou toque. Também podem ocorrer formigamentos, sensação de choques nos braços e pernas, inchaço de mãos e pés, ressecamento da pele, queda de pelos, especialmente das sobrancelhas, nódulos e, em alguns casos, sangramentos nasais. Diante de qualquer suspeita, a recomendação é procurar imediatamente uma unidade de saúde.

Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) apontam que, entre 2021 e 2025, foram registrados 1.950 casos de hanseníase em Mato Grosso do Sul, com aumento nas notificações em 2024 e 2025, o que reforça a necessidade de ações contínuas de vigilância e capacitação.

A hanseníase tem cura, o tratamento é gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e o risco de transmissão é eliminado logo nas primeiras doses do medicamento. A identificação precoce é decisiva para garantir melhores resultados e evitar complicações ao longo do tempo. Com informaçõs: Agência de Notícias.




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