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Índice de inflação fecha 2025 como o quinto menor em 31 anos e Lula afirma que previsões pessimistas falharam

IPCA acumulou alta de 4,26% em 2025, ficou abaixo do teto da meta e registrou o menor resultado desde 2018, segundo dados divulgados pelo IBGE.
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Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante evento oficial, após divulgação dos dados do IPCA de 2025 (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil) Por: Editorial | 09/01/2026 13:33

A inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou o ano de 2025 com alta acumulada de 4,26%, conforme dados divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou abaixo do teto da meta de inflação, fixado em 4,5% pelo Conselho Monetário Nacional, e representa o quinto menor índice desde a criação do Plano Real, há 31 anos.

Antes de 2025, apenas os anos de 1998, 2017, 2006 e 2018 registraram inflação anual menor. O índice do ano passado também ficou 0,57 ponto percentual abaixo do observado em 2024, quando o IPCA encerrou em 4,83%. Em dezembro, a inflação foi de 0,33%, acima da taxa de novembro, de 0,18%, mas inferior à registrada no mesmo mês de 2024, que foi de 0,52%.

Em publicação nas redes sociais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou o resultado e afirmou que as projeções negativas do mercado não se confirmaram. Segundo ele, havia previsões de que a inflação de 2025 ficaria em torno de 5%, fora da meta. Para o presidente, o resultado comprova a eficácia da política econômica adotada, destacando crescimento, distribuição de renda e foco no bem-estar da população.

Entre os principais fatores que influenciaram o índice, o grupo Alimentação e bebidas apresentou desaceleração significativa, passando de alta de 7,69% em 2024 para 2,95% em 2025. A alimentação no domicílio foi o principal destaque, com variação de apenas 1,43% no ano, após ter registrado seis meses consecutivos de queda entre junho e novembro.

A energia elétrica residencial teve o maior impacto individual sobre a inflação do ano, com alta acumulada de 12,31% e contribuição de 0,48 ponto percentual para o índice geral. Outros itens relevantes foram cursos regulares, planos de saúde, aluguel residencial e lanches, todos com variações expressivas ao longo do período.

O grupo Habitação liderou a alta entre os grandes grupos, com avanço de 6,79% e impacto de 1,02 ponto percentual no IPCA de 2025. Também se destacaram Educação, Despesas pessoais e Saúde e cuidados pessoais. Juntos, esses quatro grupos responderam por cerca de 64% da inflação acumulada no ano.

O IPCA mede o custo de vida de famílias com renda entre um e 40 salários mínimos, a partir da coleta de preços de 377 subitens em diversas regiões metropolitanas e capitais do país, servindo como principal referência para a política monetária brasileira. Com informações: Agência GOV




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