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IPCA sobe 0,33% em dezembro e inflação fecha 2025 em 4,26%, dentro da meta do Banco Central

Resultado marca a primeira vez desde 2019 que a inflação anual fica dentro do intervalo de tolerância estabelecido pelo BC.
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Alta nos preços do transporte por aplicativo e das passagens aéreas influenciou o IPCA de dezembro (Foto: Dan Gold/Unsplash). Por: Editorial | 09/01/2026 09:23

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do Brasil, registrou alta de 0,33% em dezembro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, a inflação acumulada em 2025 fechou em 4,26%.

O desempenho representa uma aceleração em relação a novembro, quando o índice havia subido 0,18%, mas ficou abaixo do resultado observado em dezembro de 2024, que foi de 0,52%. O dado também veio levemente abaixo das projeções do mercado financeiro, que estimavam alta de 0,4% no mês e de 4,3% no acumulado em 12 meses.

Com o fechamento de 2025 em 4,26%, a inflação permaneceu dentro do intervalo de tolerância do Banco Central, que tem meta central de 3% e teto de 4,5%. Este foi o primeiro encerramento de um período de 12 meses dentro da meta desde 2019 e o quinto menor resultado anual desde o início do Plano Real, em 1995.

Em dezembro, apenas o grupo Habitação apresentou queda de preços, com recuo de 0,33%. Todos os demais grupos pesquisados registraram altas no mês. O maior avanço foi observado em Transportes, que subiu 0,74% e exerceu o maior impacto sobre o índice, com contribuição de 0,15 ponto percentual.

Na sequência, os grupos Saúde e cuidados pessoais, com alta de 0,52%, e Artigos de residência, com aumento de 0,64%, também pressionaram a inflação do mês. Vestuário subiu 0,45%, Despesas pessoais avançaram 0,36%, Comunicação teve alta de 0,37%, Alimentação e bebidas aumentou 0,27% e Educação registrou variação de 0,08%.

Dentro do grupo Transportes, os maiores impactos vieram do aumento dos preços do transporte por aplicativo, que subiu 13,79%, e das passagens aéreas, com alta de 12,61%, este último sendo o subitem de maior impacto individual no índice mensal. Os combustíveis voltaram a subir em dezembro, com alta de 0,45%, após queda em novembro, puxados principalmente pelo etanol.

No acumulado de 2025, a inflação de 4,26% ficou abaixo dos 4,83% registrados em 2024. Os grupos que mais contribuíram para o resultado anual foram Habitação, com alta de 6,79%, Educação, com 6,22%, Despesas pessoais, com 5,87%, e Saúde e cuidados pessoais, com 5,59%. Juntos, esses grupos responderam por cerca de 64% da inflação do ano.

A energia elétrica residencial foi o subitem com maior impacto individual no IPCA de 2025, ao acumular alta de 12,31%, influenciada por reajustes tarifários, variação das bandeiras tarifárias ao longo do ano e pela incorporação do bônus de Itaipu em meses específicos.

O grupo Alimentação e bebidas apresentou desaceleração significativa em relação a 2024, passando de uma alta de 7,69% para 2,95% em 2025. A alimentação no domicílio teve papel central nesse movimento, com aumento de apenas 1,43% no ano, após registrar quedas consecutivas entre junho e novembro.

Entre os alimentos que mais subiram em 2025 estão o café moído, com alta de 35,65%, o chocolate em barra e bombom, que avançou 27,12%, e o pão francês, com aumento de 5,86%. Já entre as maiores quedas destacam-se o arroz, com recuo de 26,56%, e o leite longa vida, que caiu 12,87%.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que serve de referência para reajustes salariais e benefícios, subiu 0,21% em dezembro e acumulou alta de 3,90% em 2025, ficando abaixo do IPCA. No acumulado regional do ano, a maior inflação foi registrada em Vitória, com 4,82%, enquanto Campo Grande apresentou a menor variação, de 2,78%. Com informações: g1




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