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Alerta da Iagro: quase 1 milhão de hectares de soja seguem sem cadastro em MS

Faltando quatro dias para o fim do prazo, mais de 4 mil fichas ainda não foram finalizadas e órgão reforça que não haverá prorrogação.
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Cadastro do plantio é obrigatório e garante ações de defesa sanitária nas lavouras de soja em Mato Grosso do Sul. (Foto: Divulgação). Por: Editorial | 08/01/2026 07:57

Faltando apenas quatro dias para o encerramento do prazo obrigatório de cadastro do plantio da safra 2025/2026 de soja, a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) emitiu um alerta em Mato Grosso do Sul. O prazo termina no próximo dia 10 de janeiro e, até o momento, mais de 4 mil fichas de cadastro ainda não foram concluídas, o que representa cerca de 1 milhão de hectares sem registro no sistema oficial.

O número preocupa a defesa agropecuária estadual, principalmente diante da projeção de aproximadamente 4,5 milhões de hectares cultivados com soja nesta safra. Vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), a Iagro lembra que, historicamente, o Estado registra uma média de 3,5 milhões de hectares cadastrados por ciclo.

Atualmente, Mato Grosso do Sul conta com cerca de 17 mil propriedades produtoras de soja. Os maiores volumes de área plantada seguem concentrados em municípios como Maracaju, Ponta Porã, Sidrolândia, Dourados e Rio Brilhante. Mesmo assim, o ritmo de cadastramento permanece abaixo do esperado, às vésperas do encerramento do prazo legal.

O diretor-presidente da Iagro, Daniel Ingold, reforçou que o prazo termina em 10 de janeiro e não será estendido. Segundo ele, até agora, aproximadamente 2,7 milhões de hectares foram cadastrados, número bem inferior à estimativa total para a safra.

“Ajude a Iagro a trabalhar na defesa. Evite que o produtor tenha que ser notificado por não realizar o cadastro. O prazo não será prorrogado e pedimos que todos façam o quanto antes, para evitar problemas futuros”, alertou Ingold.

O secretário da Semadesc, Jaime Verruck, também destacou a gravidade da situação e reforçou o apelo aos produtores rurais. Ele ressaltou que a falta de cadastro compromete o trabalho de defesa sanitária e aumenta os riscos para o setor produtivo.

“O cadastro é uma ferramenta básica de proteção da lavoura e de toda a cadeia produtiva. Estamos muito próximos do fim do prazo e ainda com um volume significativo de áreas pendentes. É essencial que o produtor faça sua parte agora para evitar prejuízos mais adiante”, afirmou. Com informações: Agraer.




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