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Hoje é Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2026.
O Sistema Único de Saúde (SUS) dará início, a partir da próxima semana, a uma nova estratégia de combate à dengue com a aplicação da vacina de dose única desenvolvida pelo Instituto Butantan. A imunização começará em três municípios: Maranguape, no Ceará, e Nova Lima, em Minas Gerais, a partir do dia 17 de janeiro, e em Botucatu, no interior de São Paulo, no dia 18.
A proposta é imunizar ao menos 50% da população dessas cidades para avaliar os resultados da estratégia. O público-alvo será formado por moradores com idades entre 15 e 59 anos. Para essa fase inicial, será utilizada parte das primeiras 1,3 milhão de doses produzidas pelo Instituto Butantan, segundo informou o Ministério da Saúde.
Além da população geral, o primeiro lote da vacina também será direcionado aos profissionais da atenção primária que atuam nas unidades básicas de saúde (UBS). A expectativa do governo federal é que a campanha seja ampliada gradualmente para todo o país conforme o aumento da produção do imunizante.
De acordo com o ministério, a expansão será possível a partir da parceria de transferência de tecnologia entre o Instituto Butantan e a empresa chinesa WuXi Vaccines. A estratégia nacional prevê o início pela população de 59 anos, avançando progressivamente até os 15 anos, conforme a disponibilidade de doses.
Atualmente, o SUS já oferece uma vacina contra a dengue produzida no Japão, aplicada em duas doses, destinada a adolescentes de 10 a 14 anos.
Dados divulgados nesta semana pelo Instituto Butantan reforçam a eficácia do novo imunizante. Estudo publicado na revista The Lancet Regional Health – Americas aponta que a vacina é capaz de reduzir a carga viral em pessoas infectadas, além de manter eficácia contra diferentes genótipos do vírus da dengue em circulação no Brasil. Cargas virais menores costumam estar associadas a quadros menos graves da doença.
A pesquisa analisou amostras de 365 voluntários que tiveram dengue sintomática entre 2016 e 2021, em 14 estados brasileiros. A comparação entre vacinados e não vacinados mostrou que, mesmo nos casos de infecção após a imunização, a carga viral foi significativamente menor entre os vacinados.
A vacina do Instituto Butantan foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) após cinco anos de acompanhamento de cerca de 16 mil voluntários. Na faixa etária de 12 a 59 anos, indicada pela agência reguladora, o imunizante apresentou eficácia geral de 74,7% e proteção de 91,6% contra casos graves e com sinais de alarme. Com informações: Agência Brasil.
