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Hoje é Quinta-feira, 08 de Janeiro de 2026.
A Rússia afirmou nesta quarta-feira (7) que a apreensão de um petroleiro de bandeira russa pelos Estados Unidos no Oceano Atlântico constitui uma violação da lei marítima internacional. O Ministério dos Transportes russo informou que perdeu contato com a embarcação Marinera, anteriormente conhecida como Bella-1, após a abordagem realizada por forças navais americanas nas proximidades da Islândia, no contexto de ações para bloquear exportações de petróleo ligadas à Venezuela.
Em comunicado, o ministério destacou que, conforme a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar de 1982, a liberdade de navegação deve ser garantida em alto-mar, não sendo permitido o uso da força contra navios devidamente registrados sob a jurisdição de outros Estados. Para autoridades russas, a operação americana desrespeitou esse princípio fundamental do direito internacional.
A reação política foi ainda mais dura. Andrei Klishas, legislador do partido Rússia Unida, classificou a ação como “pirataria total”, afirmando em publicação no Telegram que, após operações recentes na Venezuela, os Estados Unidos estariam agora recorrendo a ações ilegais em alto-mar.
A agência estatal TASS informou que o Ministério das Relações Exteriores da Rússia exige que os Estados Unidos garantam tratamento humano e digno aos tripulantes russos do petroleiro, bem como seu retorno seguro ao país.
Segundo duas autoridades americanas ouvidas pela Reuters sob condição de anonimato, a operação foi conduzida pela Guarda Costeira e pelas Forças Armadas dos EUA. Elas confirmaram que navios militares russos, incluindo um submarino, estavam nas proximidades no momento da apreensão, mas não houve confronto direto entre as forças dos dois países.
O Marinera já havia escapado anteriormente de um bloqueio marítimo imposto pelos Estados Unidos a petroleiros sancionados no Caribe, medida inserida na estratégia de pressão contra o governo venezuelano. O episódio ocorre em meio a um cenário de relações ainda tensas entre Washington e Moscou, embora com sinais recentes de maior diálogo desde o início do segundo mandato do presidente Donald Trump, em 2025. Com informações: CNN
