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Boas práticas e rastreabilidade elevam o amendoim brasileiro ao padrão internacional

Produção integrada, controle rigoroso de qualidade e rastreabilidade fortalecem exportações e consolidam a confiança dos mercados internacionais.
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Adoção de boas práticas agrícolas e rastreabilidade fortalece a qualidade e a competitividade do amendoim brasileiro no mercado internacional (Foto: Canva). Por: Editorial | 07/01/2026 14:14

O amendoim brasileiro tem ampliado sua presença no mercado internacional graças à adoção de boas práticas agrícolas, sistemas de rastreabilidade e controle rigoroso de qualidade ao longo de toda a cadeia produtiva. O tema foi abordado no Podcast Prosa Rural, produzido pela Embrapa, que destacou a versatilidade do grão, seu valor nutricional e a crescente importância para a balança comercial do Brasil, especialmente a partir da produção concentrada no estado de São Paulo.

De acordo com o pesquisador Dartanhã José Soares, da Embrapa Algodão, as exportações brasileiras de amendoim apresentaram crescimento consistente na última década, atingindo um recorde em 2023, com aproximadamente US$ 450 milhões em vendas externas e cerca de 300 mil toneladas embarcadas. Mesmo sem figurar entre os maiores produtores globais, o Brasil ocupa posição de destaque entre os principais exportadores. Segundo o pesquisador, esse desempenho é resultado do esforço conjunto de todos os elos da cadeia produtiva, que asseguram um produto de alta qualidade, reconhecido inclusive por mercados exigentes como o da União Europeia.

Apesar do histórico positivo, o ano de 2024 foi marcado por desafios, principalmente devido a condições climáticas adversas que impactaram a produção e reduziram as exportações. Em São Paulo, principal polo produtor, houve expansão da área plantada, mas queda significativa na produtividade, o que resultou em retração tanto nos volumes quanto nos valores exportados. Para 2025, o cenário permanece complexo, com estoques elevados e preços internacionais pressionados, embora exista expectativa de recuperação gradual dos volumes exportados.

A produção integrada é apontada como um dos pilares para garantir competitividade e segurança alimentar. Segundo o pesquisador Augusto Guerreiro Costa, da Embrapa Algodão, esse sistema é uma política pública do Ministério da Agricultura que integra boas práticas agrícolas e rastreabilidade desde o cultivo até a pós-colheita. O objetivo é assegurar a produção de alimentos de qualidade, de forma sustentável, em conformidade com a legislação e com os limites de contaminantes, como aflatoxinas, além de resíduos de defensivos agrícolas.

As boas práticas incluem desde o planejamento da lavoura até a colheita, passando pela escolha de áreas bem drenadas, uso de sementes certificadas, respeito ao zoneamento agrícola de risco climático, correção e adubação do solo com base em análises técnicas, além do manejo adequado de pragas e doenças. O uso de equipamentos bem calibrados e o monitoramento constante das lavouras também são considerados essenciais para garantir produtividade, qualidade e sustentabilidade.

Outro aspecto fundamental é o controle das aflatoxinas, toxinas que podem comprometer a qualidade e a comercialização do amendoim. O Brasil adota um dos sistemas mais rigorosos de amostragem e controle pós-colheita do mundo, com análises realizadas em praticamente todas as etapas do beneficiamento. Associada à rastreabilidade — que permite identificar a origem do produto por meio do georreferenciamento das áreas e do registro detalhado de cada fase do processo —, essa estrutura reforça a credibilidade do amendoim brasileiro no mercado internacional, consolidando-o como um produto seguro, competitivo e sustentável. Com informações: Agrolink




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