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Hoje é Quinta-feira, 08 de Janeiro de 2026.
O ex-presidente Jair Bolsonaro realizou, nesta quarta-feira (7), uma série de exames na cabeça após sofrer uma queda na sala onde cumpre pena, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. De acordo com o médico que o acompanha, ele teve um traumatismo cranioencefálico (TCE) leve após passar mal durante a madrugada.
Bolsonaro foi levado ao hospital particular DF Star, onde passou por tomografia computadorizada de crânio, ressonância magnética de crânio e eletroencefalograma. Os exames foram solicitados pela defesa e autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
A tomografia computadorizada de crânio é um exame de imagem que utiliza raios-X para gerar cortes detalhados da cabeça, sendo indicada para identificar fraturas, hemorragias, coágulos e outras alterações estruturais, especialmente em casos de trauma. Já a ressonância magnética de crânio produz imagens detalhadas do cérebro e dos tecidos moles por meio de campo magnético e ondas de rádio, permitindo avaliar possíveis lesões neurológicas, inflamações ou alterações mais sutis.
O eletroencefalograma, por sua vez, registra a atividade elétrica do cérebro através de eletrodos fixados no couro cabeludo. O exame é utilizado para detectar alterações no funcionamento cerebral, como crises epilépticas, distúrbios de consciência e outras disfunções neurológicas.
De forma conjunta, os três procedimentos oferecem uma avaliação ampla do estado do cérebro, unindo análise estrutural, detalhamento dos tecidos e verificação da atividade elétrica, o que auxilia na definição do diagnóstico e da conduta médica.
Segundo o cirurgião Claudio Birolini, o ex-presidente caiu da cama onde dorme na sala de Estado-Maior e não chegou a solicitar ajuda imediata aos agentes da Polícia Federal. A lesão foi percebida apenas no dia seguinte. Inicialmente, a PF informou que os ferimentos eram leves e que não havia indicação de ida ao hospital, sendo recomendada apenas observação médica.
Posteriormente, a corporação esclareceu que um eventual encaminhamento para avaliação hospitalar dependeria de autorização do STF, o que ocorreu nesta quarta-feira. Após os exames, Bolsonaro permanece sob acompanhamento médico. Com informações: G1.
