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Hoje é Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2026.
Pressionada pelo aumento das importações e pelo barateamento de commodities, a balança comercial brasileira encerrou 2025 com superávit menor do que em 2024, apesar de registrar o melhor resultado para um mês de dezembro desde 1989. No ano passado, as exportações superaram as importações em US$ 68,293 bilhões, uma queda de 7,9% em relação ao superávit registrado no ano anterior.
Os dados foram divulgados nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Apesar do recuo, este foi o terceiro maior superávit anual desde o início da série histórica, atrás apenas de 2023 (US$ 98,903 bilhões) e 2024 (US$ 74,177 bilhões).
Tanto as exportações quanto as importações alcançaram valores recordes. As vendas externas somaram US$ 348,676 bilhões, alta de 3,5% em relação a 2024, mesmo com a tarifa imposta pelos Estados Unidos e a queda nos preços de commodities, principalmente o petróleo. Já as importações cresceram ainda mais, totalizando US$ 280,382 bilhões, alta de 6,7%, impulsionadas pelo consumo e pelos investimentos internos.
Projeções e resiliência
O superávit ficou acima das projeções do Mdic, que estimava US$ 60,9 bilhões em 2025, com US$ 344,9 bilhões em exportações. As importações também ficaram abaixo da previsão de US$ 284 bilhões, contribuindo para o resultado final positivo.
Em coletiva, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, destacou a competitividade do comércio brasileiro.
"Nosso volume de exportação cresceu 5,7%, enquanto o comércio global avançou 2,4%. Crescemos mais que o dobro do comércio mundial, mostrando a resiliência e a competitividade dos produtos brasileiros", afirmou.
Dezembro histórico
Somente em dezembro, a balança registrou superávit de US$ 9,633 bilhões, aumento de 107,8% em relação ao mesmo mês de 2024, o maior resultado para o mês desde 1989. As exportações atingiram US$ 31,038 bilhões (alta de 24,7%) e as importações, US$ 21,405 bilhões (alta de 5,7%).
Setores e produtos em destaque
O crescimento das exportações em dezembro se deu principalmente nos seguintes setores:
Agropecuária: +43,5% (volume +35,2%; preço +6,7%), com destaque para soja (+73,9%), café não torrado (+52,9%) e milho (+46%);
Indústria extrativa: +53% (volume +58,1%; preço -3,2%), impulsionada por óleos brutos de petróleo (+74%) e minério de ferro (+33,7%);
Indústria de transformação: +11% (volume +14,9%; preço -4,2%), com crescimento em carne bovina (+70,5%) e ouro não-monetário (+88,7%).
No caso do petróleo bruto, a retomada da produção após manutenção programada em novembro foi decisiva para a alta.
Entre as importações, a alta reflete a recuperação econômica e maior consumo, com destaque para:
Agropecuária: soja (+4.979,1%) e trigo e centeio (+24,6%);
Indústria extrativa: fertilizantes brutos (+222,4%) e carvão não aglomerado (+26,3%);
Indústria de transformação: combustíveis (+42,9%) e medicamentos, incluindo veterinários (+47,7%). Com informações: Agência Brasil.
